Avaliação das alterações da cobertura vegetal e sua correlação com o entorno através de geotecnologias: estudo de caso do Jardim Botânico de Brasília

Autores

  • Bruno Silva Ferreira Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil
  • Jéssica Rabito Chaves Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2763-3361
  • Isadora Taborda Silva Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil https://orcid.org/0000-0001-9053-4329
  • Gisele Aparecida Nogueira Yallouz Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil https://orcid.org/0000-0002-9894-0396
  • Caroline Ayumi Kobayashi Pimenta Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil https://orcid.org/0000-0001-8694-5635
  • Aíla Christy Matias França Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil
  • Dhonatan Diego Pessi Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil http://orcid.org/0000-0003-0781-785X
  • Antonio Conceição Paranhos Filho Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil https://orcid.org/0000-0002-9838-5337
  • Eliane Guaraldo Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil https://orcid.org/0000-0003-2526-1293

Palavras-chave:

gestão urbana, índice de vegetação, sensoriamento remoto

Resumo

Este estudo avaliou a variação da fitomassa no Jardim Botânico de Brasília (BBG) de 1984 a 2017 e a relação interativa com o entorno. A análise quantitativa da fitomassa foi realizada utilizando 35 imagens da série LandSat TM/ETM+/OLI, obtendo-se a variação dos índices de vegetação por diferença normalizada - Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI). Foi identificada a supressão da vegetação no entorno e comprovada a eficácia da preservação do BBG e da Estação Ecológica do BBG (BBGES). Também foi observada uma maior variação do NDVI do BBG próximo à borda de contato com a malha urbana, o que sugere a influência negativa do processo de urbanização e simultaneamente a importância da proximidade do BBGES para a preservação da área do BBG. Discrepâncias entre a proteção ambiental e o uso da terra apontam para a premente necessidade de criar mecanismos de diálogo entre urbanização e proteção de áreas verdes.

Biografia do Autor

Bruno Silva Ferreira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Jéssica Rabito Chaves, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Isadora Taborda Silva, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Gisele Aparecida Nogueira Yallouz, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Caroline Ayumi Kobayashi Pimenta, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Aíla Christy Matias França , Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Dhonatan Diego Pessi, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Tecnologias Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Antonio Conceição Paranhos Filho, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Livre-Docente pelo Instituto de Geociências da USP, professor Titular da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Eliane Guaraldo, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil

Doutora em Estruturas Ambientais Urbanas pela USP, Professor Associado Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, MS, Brasil.

Referências

BRASIL. (2018). Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. Relatório Parametrizado das Unidades de Conservação. Brasília: Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/

BRASIL. (2003). Resolução CONAMA nº 339, de 25 de setembro de 2003. Rio de Janeiro: Ministério do Meio Ambiente.

Chen, G., & Sun, W. (2018). The role of botanical gardens in scientific research, conservation, and citizen science. Plant Diversity, v. 40, p. 181-188. 10.1016/j.pld.2018.07.006

Callmandes, M. W., Schatz, G. E., & Lowry, P.P. (2005). IUCN red list assessment and the global strategy for plant conservation: taxonomists must act now. Taxon, v. 54, p. 1047-1050. 10.2307/25065491

DISTRITO FEDERAL. (2009a). Plano de Manejo - Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília. Brasília, DF. 76p.

DISTRITO FEDERAL. (2009b). Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal. Brasília, DF: Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. 358p.

DISTRITO FEDERAL. (2018). Portaria nº 105, de 14 de agosto de 2018. Aprova as Diretrizes Urbanísticas a serem aplicadas à Região Sul/Sudeste, nas Regiões Administrativas de São Sebastião - RA XIV e de Santa Maria - RA XIII, e dá outras providências. Diário Oficial do Distrito Federal. Brasília, DF, nº 157, 17ago. 2018.

GOOGLE. (2018). Google Earth. Version 7.3. 2018. Nota (Brasília, DF). Disponível em: <https://www.google.com.br/earth/download/gep/agree.html>. Acesso em: jul. 2018

Golding, J., Gusewell, S., Kreft, H., et al. (2010). Species-richness patterns of the living collections of the world's botanic gardens: a matter of socio-economics? Ann.Bot. v. 105, p. 689-696. 10.1093/aob/mcq043

Heywood, V. H. (2011). The role of botanic gardens as resource and introduction centres in the face of global change. Biodivers Conserv., v. 20, p. 221–239. 10.1007/s10531-010-9781-5

Huang, H. (2011). Plant diversity and conservation in China: Planning a strategic bioresource for a sustainable future. Botanical journal of the Linnean Society, v. 166, p. 282-300. 10.1111/j.1095-8339.2011.01157.x

IBGE. (2018). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Shapefile Estados Federativos e Distrito Federal. Disponível em: <https://downloads.ibge.gov.br/downloads_geociencias.htm>. Acesso em: nov 2018.

INMET. Instituto Nacional de Meteorologia. Banco de Dados Meteorológicos. Brasília: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Disponível em:< www.inmet.gov.br>. Acesso em: nov. 2018.

Jackson, P. S. W. (2001). An international review of the ex situ plant collections of the botanic gardens of the world. Bot. Gard. Conserv. News, v. 3, p. 22-33.

Mounce, R., Smith, P., & Brockington, S. (2017). Ex situ conservation of plant diversity in the world's botanic gardens. Nat. Plants, v. 3, p. 795-802. 10.1038/s41477-017-0019-3

O'donnell, K., & Sharrock, S. (2017). The contribution of botanic gardens toex situconservation through seed banking. Plant Divers., v. 39, p. 373-378. 10.1016/j.pld.2017.11.005

Paranhos Filho, A.C. et al. (2016). Geotecnologias em aplicações ambientais. Campo Grande: Editora UFMS.

PLANO DIRETOR do Jardim Botânico de Brasília. (2010). Tomo 1- 6. Brasília: Geo Lógica Consultoria Ambiental. Disponível em: <http://www.jardimbotanico.df.gov.br/institucional/plano-diretor/>. Acesso em: nov 2018.

QGIS Development Team. (2017). QGIS Geographic Information System Las Palmas. Open Source Geospatial Foundation Project. Disponível em: <http://qgis.osgeo.org>. Acesso em: 13 ago 2017.

Ribeiro, R. W. (2007). Paisagem cultural e patrimônio. IPHAN.

SUTEC. (2018). Superintendência Técnico-Científica. Shapefiles. Brasília: Jardim Botânico de Brasília, 2018.

USGS. (2018). United States Geological Survey. Disponível em: <https://earthexplorer.usgs.gov>. Acesso em: 03 abr. 2018.

Downloads

Publicado

2022-02-16

Como Citar

FERREIRA, B. S.; CHAVES, J. R.; SILVA, I. T. .; YALLOUZ, G. A. N.; PIMENTA, C. A. K. .; FRANÇA , A. C. M.; PESSI, D. D.; PARANHOS FILHO, A. C.; GUARALDO, E. Avaliação das alterações da cobertura vegetal e sua correlação com o entorno através de geotecnologias: estudo de caso do Jardim Botânico de Brasília. Terr@ Plural, [S. l.], v. 16, p. 1–17, 2022. Disponível em: https://revistas2.uepg.br/index.php/tp/article/view/17761. Acesso em: 29 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos