Arborização viária e sua relação com a infraestrutura urbana em Almenara, MG, Brasil

Palavras-chave: Urbanização, arborização, mobilidade, planejamento urbano

Resumo

A arborização promove benefícios ambientais, porém a falta de planejamento pode promover conflitos urbanos. A presente pesquisa avaliou a arborização e diagnosticou os possíveis conflitos entre as árvores e a infraestrutura urbana em oito bairros de Almenara, MG. Foram identificados conflitos com rede elétrica, edificação e o trânsito de pessoas e veículos. Foram encontradas 2038 árvores pertencentes a 61 espécies, sendo 61% exóticas. As situações de maior desconforto para a mobilidade urbana foram das árvores posicionadas no leito carroçável (56%), calçadas com largura inferior a 1,90 m (74%), e média de altura de primeira bifurcação abaixo de 1,80 m, dentre outros. Foi verificado que a população necessita de orientação quanto à sua participação no manejo das árvores da cidade. Logo, este diagnóstico pode ajudar a subsidiar a revisão do plano diretor da cidade, e a criação de um futuro plano de gestão de arborização urbana no município.

Biografia do Autor

Allívia, Universidade Federal do Sul da Bahia Campus Porto Seguro-UFSB
Doutora em Pesquisa Agrária e Florestal pela Universidade de Santiago de Compostela [(USC) Espanha] revalidado pela Universidade de Brasília - Doutorado em Agronomia. Mestre em Agroecossistemas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Engenheira Florestal pela UFS. Técnica em Informática pelo SENAC (Programação web em plataforma JAVA). Tem experiência na área de Recursos Florestais e Agronômicos com ênfase em conservação da natureza e alternativas energéticas. Trabalha na área de genética de populações, especificamente com com marcadores moleculares para conservação da biodiversidade. Também apresenta experiência na área de tecnologia de sementes envolvendo qualidade fisiológica sob condições de estresse hídrico, térmico e salino. Atualmente é Professora do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico do IFBA - Campus de Porto Seguro.
Maria Otávia, Universidade Federal do Vale do São Francisco, Senhor do Bonfim, Bahia
Professora de Ecologia da Paisagem, Geoprocessamento, Educação Ambiental e Estudos de Impacto Ambiental da Universidade Federal do Vale do São Francisco. Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos (2004), Mestre em Botânica pela Escola Nacional de Botânica Tropical do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (2007) e Doutora em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo (2015). Trabalho na área ambiental desde 2005, como servidora do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Espírito Santo, como voluntária do Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica no Projeto Muriqui-ES e como consultora em diversos projetos em parceria com a TNC, CI-Brasil, IBIO, FUNBIO e a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia. Tenho experiência com levantamentos etnobotânicos e fitossociológicos, recuperação de áreas degradadas, adequação ambiental de propriedades rurais, planejamento e implantação de corredores ecológicos, criação, manejo e implementação de unidades de conservação, planejamento ambiental aplicado à conservação da biodiversidade, principalmente no âmbito do Corredor Central da Mata Atlântica. Sou líder do grupo de pesquisa CNPq RECONECTA - Restauração Ecológica, Conservação e Conectividade, vice líder do grupo de pesquisa CNPq GEMA - Geografia, Ecologia Espacial e Modelagem Ambiental, sócia fundadora e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica - SOBRE e atualmente membro da World Commission on Protected Areas da International Union for Conservation of Nature - IUCN WCPA.
Publicado
2020-07-25