Educação no/do Campo como resistência e enfrentamento das desigualdades

Palavras-chave: território, Educação, assentamento, camponeses, trabalho

Resumo

O entendimento de que a conquista da educação é tão importante quanto à ocupação de um latifúndio faz parte de uma construção contínua dentro dos movimentos sociais do campo, particularmente, no MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Assim, este artigo pretende analisar a Educação no/do Campo enquanto uma política pública no enfrentamento das desigualdades historicamente acirradas pela divisão cidade-campo, ao tempo que resiste ao modelo educacional imposto pela burguesia agrária. Os resultados apontam que as políticas educacionais só têm sentido quando pensada com os sujeitos, e não para os sujeitos – sobretudo os do campo, que historicamente foram excluídos do direito à uma educação que não fosse meramente presencial. Nesse sentido a Educação do Campo é importante no desenvolver de um papel na disputa de hegemonia de projetos de campo, de sociedade e de formação humana.

Biografia do Autor

Raimunda Aurea Dias de Sousa, Universidade de Pernambuco - Campus Petrolina
Professora Adjunta da UPE/Campus Petrolina, pesquisadora dos grupos de pesquisa - GPECT – Grupo de Pesquisa Estado, Capital, Trabalho e as Políticas de Reordenamentos Territoriais - UFS e Grupo de Pesquisa em sociedade e Natureza no Vale do São Francisco - UPE/Petrolina. Professora  e Vice Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares - PPGFPPI. 
Maria Arlandia Reis silva, Universidade de Pernambuco - Campus Petrolina
mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares (PPGFPPI) Pela Universidade de Peranmbuco e Professora da Educação Basica.
Publicado
2020-09-29