NATUREZA, EXTRATIVISMOS E ECOLOGIA POLÍTICA: UM BREVE ENSAIO

  • Raphael Vianna Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Resumo

Este texto é breve e tem o ritmo de uma conversação. A hipótese é claudicante e ampla: o avanço da modernização se deu com o benefício da Natureza e das leis que dela foram extraídas. A noção de uma Natureza funcionando autonomamente foi emprestada ao mercado: um mercado autorregulado. Hoje, a exigência ecológica mostra que a transcendência do mercado não cabe na imanência da Terra. Os extrativismos são uma expressão flagrante desse transbordamento na América Latina, e não parecem compatíveis com os diferentes modos de existir que a povoam. Se antes, a afinação das divergências proveio do diapasão da Natureza, acompanhado de um silenciamento de muitos mundos, agora, o desafio passa pela criação de composições dissonantes, problema que algumas abordagens têm buscado investigar. Sugere-se que a ecologia política possa encontrar aí alguma inspiração.

Biografia do Autor

Raphael Vianna, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Biólogo, Mestre em Geografia e Doutor em Meio Ambiente (Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro). 
Publicado
2021-05-04
Seção
Ambiente e Sociedade 2021/1