No Candomblé, quem é homem e quem não é? Práticas discursivas de homens trans

  • Kaio Lemos UNILAB

Resumo

Este artigo tem por objetivo entender o encontro e o relacionamento entre a religião afro-brasileira do Candomblé e as práticas e experiências dos homens trans que frequentam ou são adeptos desta religião. Busco também narrar essas práticas e experiências religiosas de homens trans no candomblé e apontar possíveis discriminações vivenciadas por essas pessoas nestes espaços que muitas vezes são reproduzidas em suas narrativas de posições heteronormativas, cisnormativas e biologizantes. É possível ser um homem trans no candomblé? Sendo um homem trans, é possível vivenciar e transitar nos espaços masculinos? É possível ser um homem trans e ser um babalorixá? Será ogãn ou ekédi?

Publicado
2021-10-07
Seção
Diálogo Movimentos Sociais/ Social Movement Dialogue / Diálogo Movimientos Sociales