As contradições entre os espaços permitidos e negados aos LGBTQI+ na cidade de São Paulo

Resumo

Este artigo visa, por meio dos conceitos de lugar, território e direito à cidade, entender como e onde os indivíduos LGBTQIA+ praticam suas vivências homoeróticas na cidade de São Paulo. O estudo tem como recorte os bairros da República e da Consolação. Parte-se do princípio de que as relações homoeróticas coexistem em lugares e espaços “permitidos”, tanto fisicamente como simbolicamente, considerando, sobretudo, a segurança destes indivíduos em afirmar suas identidades, e consequentemente, suas respectivas sexualidades. Com o aporte da trilogia de Henry Lefebvre (2001) (Espaço Concebido, Percebido e Vivido) e de entrevistas com seis indivíduos do segmento LGBTQIA+, foi possível reconhecer e discutir as contradições socioespaciais na cidade de São Paulo, marcadas pelo acolhimento e segregação dessa população.

Biografia do Autor

Maiara Sanches Leite, Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP)

 Mestre em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade do Vale do Paraíba, com ênfase em estudos relacionados às sexualidades, sobretudo, às vivencias LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros) na cidade de São Paulo;  Graduada em História pela Universidade do Vale do Paraíba.

Maria Angélica Toniolo, Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP)

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (1989), mestrado em Políticas e Desenvolvimento Internacional pela Duke University (1998) e doutorado em Políticas Públicas pela Indiana University (2004). É professora e pesquisadora da Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) e cientista colaborador do Center for the Analysis of Social-Ecological Landscapes (CASEL) da Indiana University.

Publicado
2021-10-07
Seção
Artigos / Articles/ Artículos