As formas de nascer entre os Assuriní do Trocará, no município de Tucuruí-Pará

  • Benedita Celeste Celeste de Moraes Pinto Universidade Federal do Pará, Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura/Campus Universitário do Tocantins-Cametá
  • Maria de Fátima Rodrigues Nunes
  • Bárbara de Nazaré Pantoja Ribeiro
Palavras-chave: Formas de Nascer, Transformações e Resistências, Etnia Assurini

Resumo

O presente estudo analisa as formas de nascer entre os Assurini do Trocará, no Município de Tucuruí, Pará, evidenciando questões culturais, saberes e preceitos religiosos, além das transformações pelos quais estas  vem passando no decorrer do tempo.  Para tanto, se buscou auxilio teórico-metodológico em autores que discutem a temática em questão, como: ANDRADE (1992), COHN (2005, 2010), MORAIS (2010), Mendonça (2013), PINTO (2004, 2010). Da mesma forma, se realizou pesquisa de campo mediante a observação participante no cotidiano de mulheres e crianças, realização de entrevistas, acrescida a fontes imagéticas. Dados da pesquisa apontam que as formas de nascer entre os Assurini transitam além dos métodos da medicina formal, permeiam questões culturais e religiosas deste povo. Embora muitas alterações tenham ocorrido ainda se observa por parte deste povo resistências em valorizar os modos tradicionais envoltos em saberes, preceitos, traços culturais e religiosos para trazer uma criança ao mundo.

Biografia do Autor

Benedita Celeste Celeste de Moraes Pinto, Universidade Federal do Pará, Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura/Campus Universitário do Tocantins-Cametá
 Doutorado em História: História Social pela PUC/SP (2004), Mestre em História: História Social pela PUC/SP (1999); Licenciada plena e Bacharel em História pela UFPA (1995). Atualmente é professora Adjunto A II da Universidade Federal do Pará, lotada no Campus Universitário do Tocantins/Cametá, onde é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura (PPGEDUC). É líder dos Grupos de pesquisas Quilombolas e Mocambeira: história da resistência negra na Amazônia (GPQUIMOHRENA) e História, Educação e Linguagem na Região Amazônica (GPHELRA) e coordenadora das pesquisas História, Educação e Saberes Tradicionais na Amazônia e Memória, Cultura e Cidade: Vivencias de homens e mulheres na Cidade de Cametá, no Pará – Séculos XVIII a XXI.
Maria de Fátima Rodrigues Nunes
É professora de ensino fundamental na Cidade de Cametá- Pará, aluna do curso de mestrado em Educação e Cultura do Campus Universitário do Tocantins/UFPA- Cametá. É pesquisadora dos Grupos de pesquisas Quilombolas e Mocambeira: história da resistência negra na Amazônia (GPQUIMOHRENA) e História, Educação e Linguagem na Região Amazônica (GPHELRA) e da pesquisa História, Educação e Saberes Tradicionais na Amazônia.
Bárbara de Nazaré Pantoja Ribeiro
É professora da Secretaria Municipal de Educação do Município de Cametá/Pará, aluna do curso de mestrado em Educação e Cultura do Campus Universitário do Tocantins/UFPA- Cametá. É pesquisadora dos Grupos de pesquisas Quilombolas e Mocambeira: história da resistência negra na Amazônia (GPQUIMOHRENA) e História, Educação e Linguagem na Região Amazônica (GPHELRA) e da pesquisa História, Educação e Saberes Tradicionais na Amazônia.
Publicado
2016-12-19
Seção
Dossiê Partos, parteiras e maternidade: tecnologias e políticas do corpo