Notas sobre as produções de bebidas e as transformações das paisagens nos sertões do Oeste do Brasil (1760-1830)

  • Antonio José Alves de Oliveira Labimha-UFSC
  • Eunice Sueli Nodari Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Resumo

Nas últimas décadas do século XVIII e primeiras décadas do século XIX uma série de transformações de ordem política e social impulsionam modificações importantes na maneira como a Coroa portuguesa e depois o império brasileiro observam o domínio do espaço e a colonização de um imenso sertão, principalmente impelindo um maior direcionamento às suas produções agrícolas. Decorrem desse processo transformações importantes nas práticas e nas representações do espaço e na paisagem em um processo mais intenso de colonização, no sentido de os transformar em espaços e paisagens seguros e costumeiros aos adventícios. Neste trabalho temos como intuito analisar a partir de relatos de viagens, cartas e mapas de que maneira opera esse processo, buscamos principalmente tecer algumas notas e considerações sobre a presença de vinhedos no Extremo Oeste da América portuguesa e depois império do Brasil. A partir da história ambiental buscamos observar as transformações das paisagens nesse processo de colonização, iremos nos ater com maior ênfase nas descrições e representações das práticas com bebidas alcóolicas autóctones e a transplantação de espécies vegetais que haveriam de efetuar essa maior domesticação e colonização do espaço e das paisagens, principalmente os relatos em torno das plantações de bacellos para a produção de vinhos, por fim intentamos analisar como são representados os espaços na expansão para o Oeste do Brasil nas primeiras décadas do século XIX.
Publicado
2020-12-02
Seção
Dossiê O Brasil central: História, discursos e representações