COVID-19 e educação pública no Brasil: efeitos e opções políticas em contexto de vulnerabilidade social

Resumo

O texto objetiva analisar as convergências e distanciamentos entre orientações produzidas por agências da ONU e do Banco Mundial e as políticas educacionais brasileiras na pandemia de COVID-19, considerando, precipuamente, as condições de vulnerabilidade social. A base metodológica da pesquisa é de caráter documental, organizada a partir de documentos constantes dos repositórios digitais das agências internacionais e do governo brasileiro. Os dados apresentados permitem identificar a intensa produção internacional no planejamento de ações educativas no contexto de pandemia, trazendo como elemento chave a vulnerabilidade social. No caso brasileiro, no entanto, observa-se uma lacuna em relação à temática em análise, evidenciando-se a deliberada responsabilização dos sujeitos locais pela organização de atividades escolares e, assim, prescindindo do desenvolvimento de políticas nacionais que deem o devido suporte a essas ações, afetando, dessa forma, o direito à educação de milhares de crianças e adolescentes no ano de 2020.

Palavras-chave: Política Educacional Brasileira. Vulnerabilidade social no Brasil. Educação Brasileira na Pandemia. COVID-19.

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Biografia do Autor

Elisangela Alves da Silva Scaff, Universidade Federal do Paraná

Professora associada do Departamento de Planejamento e Administração Escolar da Universidade Federal do Paraná (DEPLAE/UFPR) e do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPR. Doutora e Pós-doutorado pela Universidade de São Paulo. Bolsista Produtividade Nível 2 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Líder da Rede de Estudos e Pesquisas em Planejamento e Gestão Educacional (REPLAG).

Kellcia Rezende Souza, Universidade Federal da Grande Dourados

Professora Adjunta atuando no Programa de Pós-Graduação em Educação e no Programa de Pós-Graduação em Administração Pública da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Doutorado em Educação Escolar (UNESP). Pesquisadora da Rede de Estudos e Pesquisas em Planejamento e Gestão Educacional (REPLAG)

Camila Maria Bortot, Universidade Federal do Paraná

Doutoranda em Educação da Universidade Federal do Paraná. Mestra em Educação pela Universidade Estadual de Maringá. Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/Proex). Pesquisadora da Rede de Estudos e Pesquisas em Planejamento e Gestão Educacional (REPLAG).

Publicado
2021-07-19
Edição
Seção
Artículos