De Husserl a Freire: reflexões sobre o conceito de competência na Base Nacional Comum Curricular

Resumo

Este artigo originou-se de uma reflexão a respeito do termo competência (e habilidade), conceitos amplamente discutidos em políticas educacionais brasileiras até o processo de homologação e de publicação, em 14 de dezembro de 2018, da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O objetivo foi compreender que, no processo de elaboração e de implementação da BNCC, os conceitos de competência e de habilidade revelaram um princípio de consciência. Por isso, a problemática de investigação almejou ponderar acerca da definição de consciência que deu sustento teórico para a elaboração da BNCC. Tratou-se, ao assumir-se uma abordagem de caráter qualitativo, de um estudo cujos procedimentos metodológicos se pautaram na pesquisa bibliográfica. Com base nos resultados, foram identificados subsídios de propostas diferentes de consciência no pensamento desde Edmund Husserl a Paulo Freire, que poderiam contribuir nas bases epistemológicas da BNCC. Conclui-se que, quando não há uma discussão aprofundada e democrática em políticas educacionais, se preserva aquilo que é de pior na humanidade: o conservadorismo e o obscurantismo expressos no conceito de consciência como competência na BNCC.  Palavras-chave: Base Nacional Comum Curricular. Conscientização. Competência. Democracia.

Biografia do Autor

Anderson Luiz Tedesco, Unochapecó
Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – (PUCPR). Professor e Pesquisador em estágio Pós-doutoral na Universidade Comunitária de Chapecó – Unochapecó. Professor do Colégio La Salle de Xanxerê-SC. Grupo de Pesquisa em Educação, Violência e Democracia – GruPEV\UFFS. 
Ivan Luís Schwengber, Universidade de Passo Fundo
Doutorando em Educação pela Universidade de Passo Fundo – UPF. Mestre em Educação pela Unochapecó.
Publicado
2020-05-12
Edição
Seção
Artículos