QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO E DOENÇAS DIARREICAS AGUDAS NO ESTADO DO TOCANTINS

  • Alice Rocha de Souza Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins/Campus Palmas
  • Mayelle Gonçalves Pereira IFTO
  • Sérgio Luís de Oliveira Silva SES/TO
  • Murilo Ribeiro Brito SES/TO

Resumo

A água é um recurso natural indispensável à vida, todavia, constitui um fator de risco à saúde devido a sua capacidade de disseminar contaminantes físico-químicos e/ou biológicos, principalmente na água destinada ao consumo humano. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar a relação da qualidade da água ofertada pelos sistemas (SAA) e soluções alternativas coletivas (SAC) de abastecimento de água e as Doenças Diarreicas Agudas (DDA) no estado do Tocantins, no período de 2015 a 2020. A metodologia do estudo foi de caráter descritivo e exploratória e teve como fonte de dados principais, os Sistemas de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (SISAGUA) e de Vigilância Epidemiológica-Doenças Diarreicas Agudas (SIVEP-DDA), utilizando-se de variáveis selecionadas. Os resultados obtidos mostraram que a Cobertura populacional por SAA passou de 78,04% em 2015 para 83% em 2020 e 2,07% da população são abastecidas por SAC em 2020. De 2015 a 2020, cerca de 50% das amostras coletadas em SAA possuem a presença de Coliformes totais, e a maior frequência das notificações de DDA ocorreu em 2016 e 2017. Além disso, existem 6 municípios com SAA sem tratamento que distribuem água para população. Os parâmetros fora do padrão de potabilidade demonstraram influência direta na qualidade da água, podendo acarretar a veiculação de doenças por meio da água de má qualidade, como a DDA. Entretanto, as notificações de DDA não estão associadas apenas à má qualidade da água visto que outros fatores podem influenciar esse tipo de morbidade.
Publicado
2021-06-25
Seção
Artigos