ANÁLISE DA INTERFACE ENTRE CAMADAS DE UM COMPÓSITO POLIMÉRICO APLICADO EM TUBULAÇÕES DE PETRÓLEO

  • Italo Martins Petróleo Brasileiro S.A
  • Rodrigo Nogueira de Codes
  • Alex Sandro de Araújo Silva

Resumo

A indústria do Petróleo e Gás tem constantemente se deparado com problemas de corrosão em equipamentos, devido à caraterística química dos contaminantes nos reservatórios.  Em 2010, foi desenvolvido um compósito constituído de fibra de vidro, epóxi e poliuretano, para tubulações terrestres de petróleo, como alternativa ao aço API 5L Grau B, comumente utilizado e mais suscetível à corrosão. Neste trabalho, foram coletadas amostras de tubos desse compósito em três poços de petróleo que operam com esse material há alguns anos. As interfaces entre as camadas das amostras foram analisadas por microscopia eletrônica de varredura (MEV), a fim de avaliar se houve alterações durante o período de operação, pois a área interfacial entre as camadas é uma região crítica e pode prejudicar as propriedades dos compósitos. Os resultados apontaram para uma boa aderência na interface entre a camada interna e intermediária das amostras, mas baixa aderência da interface entre a camada intermediária e externa (com exceção da amostra do poço RP-0147). Também foi vista deficiência na cobertura das fibras com resina. A adesão interfacial e a molhabilidade das fibras com resina devem ser melhoradas para garantir a perfeita distribuição de esforços entre a matriz e reforço e evitar futuras falhas.
Publicado
2021-01-03
Seção
Artigos