“Escrevivências” e afectos literários entre universidade e escola

Resumo

Este texto trata dos encontros ocorridos entre universidade e escola, atravessados pela literatura produzida por escritores/as negros/as, com destaque para a obra de Conceição Evaristo. A partir de interpelações apresentadas por professoras da Educação Básica em atividades acadêmicas na universidade, o genocídio da juventude negra é abordado como questão de currículo na formação de professores/as. Nesse sentido, apresenta-se o relato da realização de uma Mostra de Literatura, a partir de articulações construídas no espaço escolar e na universidade, mobilizadas pelo acesso à arte. Defende-se que os impactos curriculares da Mostra extrapolam o tratamento de questões étnico-raciais na escola como temática, pela proposição de experiências estéticas produzidas pelo encontro. Os desafios metodológicos na pesquisa em Educação são vistos de modo a propor o conceito de “escrevivências” como operador teórico-metodológico atravessado pelas concepções de afecto e pelos agenciamentos coletivos.

Palavras-chave: Escrevivências. Juventude negra. Currículo. Afecto.

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Biografia do Autor

Iris Verena Oliveira, Universidade do Estado da Bahia

Professora da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Doutora em Estudos Étnicos e Africanos.

Jeane Matos Araújo Lima, Universidade do Estado da Bahia

Professora do Colégio Estadual de Bandiaçu, Rede Estadual da Bahia. Especialista em Linguística. Estudante do Mestrado em Educação e Diversidade na Uneb.

Geniclécia Lima dos Santos, Universidade do Estado da Bahia

Licenciada em História. Estudante do Mestrado em Educação e Diversidade na Uneb.

Publicado
2021-12-09
Como Citar
OLIVEIRA, I. V.; LIMA, J. M. A.; SANTOS, G. L. DOS. “Escrevivências” e afectos literários entre universidade e escola. Práxis Educativa, v. 17, p. 1-19, 9 dez. 2021.
Seção
Dossiê: Relações étnico-raciais: práticas e reflexões pedagógicas