Redes políticas de currículo: a atuação da Fundação Getulio Vargas

Resumo

Neste artigo, analisamos mudanças no modo de governança exercido por instituições filantrópicas e privadas na educação, com foco nas redes políticas de Stephen J. Ball. A noção de redes é associada à noção de social como prática discursiva de Ernesto Laclau, fazendo-nos conceber tais redes como espaços de disputa nas políticas educacionais e como representação do social, jamais plena, mas produtiva para interpretar a influência de instituições nas decisões políticas. Como exemplo dessa análise, focalizamos o protagonismo da Fundação Getulio Vargas (FGV), após a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em busca de evidenciarmos sua atuação, inclusive internacional, nas ações de “implementação” da BNCC e na constituição de “novos” processos de gestão privada da educação pública. Palavras-chave: Política de currículo. Redes políticas. Fundação Getulio Vargas. Base Nacional Comum Curricular. Discurso.

Biografia do Autor

Hellen Gregol Araujo, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Doutoranda em Educação – ProPed - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Bolsista pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj). 
Alice Casimiro Lopes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Professora Titular da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Bolsista PQ 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Cientista do Nosso Estado Faperj e Procientista Faperj/Uerj. Este trabalho conta também com o apoio do Programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes PrInt.
Publicado
2021-07-19