Atendimento Ensino remoto para alunos surdos em tempos de pandemia

Resumo

Desde o surto da Covid-19 no Brasil, mudanças ocorreram no enfrentamento à pandemia, e o isolamento social foi um deles. Na educação, a iniciativa implementada no Estado do Paraná foi o ensino remoto, a mostrar preocupações da comunidade escolar quanto ao processo de ensino e aprendizagem dos surdos. Nessa escolarização, as inquietações latentes induziram a um estudo pontual e exploratório de forma remota, a cinco professores, três alunos e uma pedagoga de escola de educação bilíngue, a empregar três questionários distintos, com seis questões cada e entrevista oral. Os resultados, subsidiados pelas teorias Histórico-Cultural e Dialogismo em linguagem, demonstram: a) o ensino remoto é um desafio na preparação de aulas; b) alguns alunos vulneráveis economicamente não acessam atividades remotas; c) alunos sem auxílio parental para os estudos; d) dificuldades de compreensão e interpretação dos enunciados; e) sem contato social escolar, o isolamento afeta o desenvolvimento linguístico e social dos surdos. Palavras-chave: Surdo. Ensino remoto. Desenvolvimento.

Biografia do Autor

Elsa Midori Shimazaki, Universidade Estadual de Maringá
Mestre em Educação pela Universidade Estadual de Campinas; Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Atua no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Maringá. Faz parte dos grupos de pesquisa O Ensino e Inclusão de Pessoas com Deficiência e Aprendizagem e Desenvolvimento Escolar e é líder do grupo de pesquisa Educação, Linguagem e Letramento. Atua nas áreas de Educação Especial; Educação Matemática, Leitura e Escrita, Alfabetização e Formação de professores. Realizou estágio de pós-doutorado no Programa e Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá.
Renilson José Menegassi, Universidade Estadual de Maringá
Mestrado em Linguística na Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Letras, realizado na Universidade Estadual Júlio de Mesquita Filho (UNESP-Assis). Pós-Doutorado em Linguística Aplicada foi realizado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atua nas linhas de pesquisa Ensino e Aprendizagem de Línguas, enfatizando-se a leitura e a escrita em situação de ensino, e Formação do Professor de Línguas, investigando a constituição da escrita na formação inicial e continuada. Atua na graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá e no Programa de Pós-Graduação em Letras da mesma instituição, nos cursos de Mestrado e Doutorado, assim como na supervisão de Pós-Doutorado. Foi, também, membro do Comitê Assessor de Linguística e Letras da Fundação Araucária, no estado do Paraná, com vários projetos financiados e bolsista de Produtividade em Pesquisa pela mesma Fundação.
Dinéia Ghizzo Neto Fellini, Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA/ Universidade Estadual de Maringá -UEM
Doutoranda em Educação pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2019 - 2022). Mestra em Educação pela UEM (2011-2013). Atualmente é Professora Assistente de LIBRAS pela Universidade Federal da Integração Latino-Americana. Atua principalmente nas seguintes áreas: Educação (Fundamentos da Educação; Metodologia Cientifica), Educação Física (Fundamentos da Educação Física;Educação Física Escolar) , Educação Especial ( Fundamentos da Educação Especial, AH/SD, Surdez, DI, DF) e LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais. Formada Tradutora Intérprete de Língua de Sinais - TILS, pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (2005).
Publicado
2020-06-30
Seção
Seção Temática: Adiando o fim da escola