Políticas conservadoras e (des)intelectualização da docência

Resumo

Este artigo trata da influência das políticas conservadoras no campo da formação docente e as suas implicações na compreensão da educação e da docência como bens públicos. Parte-se da posição de que as políticas conservadoras produzem a desintelectualização docente. Inicialmente, discutem-se algumas concepções teóricas para entender como os valores do neoliberalismo e do discurso conservador influenciam os processos de formação de professores por meio da linguagem da aprendizagem e das táticas de profissionalização e de flexibilização. Posteriormente, com base em estudos sobre um programa de formação continuada de alfabetizadores, discutem-se os processos de (des)intelectualização docente. Por fim, articulam-se as reflexões feitas nos tópicos anteriores para defender a docência como atividade intelectual e ética. Palavras-chave: Formação docente. Políticas conservadoras. Docência.

Biografia do Autor

Marta Nörnberg, Universidade Federal de Pelotas (UFPel)
Professora Associada do Departamento de Ensino da Faculdade de Educação da UFPEL. Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFPEL. Atua na área de formação de professores para os anos iniciais e educação infantil, investigando as temáticas prática pedagógica, docência nos anos iniciais e na educação infantil, formação docente, ética do cuidado.
Publicado
2020-06-12
Seção
Seção Temática: Políticas conservadoras na Educação Básica