Neoliberalismo, globalização e neoconservadorismo: cenários e ofensivas contra a Educação Básica pública brasileira

Resumo

Este artigo problematiza as origens e os avanços do neoliberalismo, da globalização e do neoconservadorismo em âmbito mundial e nacional e suas implicações na formulação das políticas públicas direcionadas à Educação Básica brasileira. Para tanto, o estudo qualitativo recorreu à análise bibliográfica e documental, em busca de relacionar as transformações que ocorreram nas últimas décadas do século XX e o contexto atual, o que forneceu elementos teóricos e empíricos que auxiliam na compreensão desse cenário e o processo de produção de consensos no campo educacional. Os resultados apontam para a construção de uma agenda educacional global, atrelada aos interesses neoliberais e neoconservadores. No Brasil, identificaram-se ofensivas direcionadas à Educação Básica pública. Conclui-se que, na medida em que se converte a educação em mercadoria, esta deixa de ser um bem social e direito de todos e passa a figurar como bem individual, a ser acessado pela condição econômica, por mérito e por esforço pessoal. Palavras-chave: Políticas educacionais. Educação Básica. Regressão.

Biografia do Autor

Janete Palú, Universidade Federal do Paraná
Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); Mestra em Educação pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), Campus Chapecó-SC. Membro do Grupo de Pesquisa em Gestão e Inovação Educacional (GPEGIE) da UFFS/Campus Chapecó e do Grupo de Pesquisa "Políticas e Gestão da Educação" da Universidade Federal do Paraná -UFPR.  Possui especialização em Ciências Sociais: História e Geografia pela Faculdade de Itapiranga (FAI-2003); Especialização em Educação na Diversidade com Ênfase na Educação de Jovens e Adultos  pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina (IFSC-2013) e Especialização em Educação na Cultura Digital- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC-2016). Graduada em História pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ). É professora de História e Assistente Técnica Pedagógica da Rede Estadual de Ensino do Estado de Santa Catarina.  É associada a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) e Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE). 
Oto João Petry, Universidade Federal da Fronteira Sul
Pós-Doutoramento no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Regional do Alto Uruguai e das Missões, Câmpus de Frederico Westphalen - RS (2014). Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2007) e Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2000), sob a orientação da Dra. Maria Helena Menna Barreto Abrahão. Especialista em Fundamentos Educacionais pelo Centro de Ensino Superior - Fundeste - Chapecó/SC. Graduado em Pedagogia e em Estudos Sociais pela Fundeste - Chapecó/SC. É sócio da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED), Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE).Integra a Rede de Estudos Teóricos e Epistemológicos em Política Educacional (ReLePe). Tem experiência no ensino, na pesquisa, extensão e na gestão da educação básica e superior. É Professor Associado D, Nível II com atuação no Ensino de Graduação e no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Fronteira Sul. Pesquisador e líder do Grupo de Pesquisa em Gestão e Inovação Educacional. Atua na área de Educação, Políticas Públicas Educacionais e Gestão e Inovação Educacional. É professor no curso de Pedagogia e do Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado em Educação da UFFS.
Publicado
2020-06-21
Seção
Seção Temática: Políticas conservadoras na Educação Básica