Avanço das políticas conservadoras no Ensino Médio brasileiro: a revitalização da dualidade histórica na formação dos jovens como política

Resumo

Este artigo tem como propósito analisar o avanço das políticas conservadoras de educação no Ensino Médio brasileiro. Toma-se, para esta análise, a Reforma do Ensino Médio (Lei Nº 13.145/2017) e o Programa Novos Caminhos. Em termos metodológicos, utilizam-se os procedimentos de pesquisa bibliográfica e de análise documental, a partir de uma abordagem qualitativa. Os resultados revelam que as políticas analisadas são instrumentos revitalizadores da dualidade histórica que marca a formação dos jovens brasileiros e que, alinhadas aos interesses da sociedade capitalista e à lógica perversa do neoliberalismo, anseiam por uma educação voltada à formação precária e à qualificação de mão de obra para o mercado. Tais políticas, portanto, não dialogam com os interesses da classe trabalhadora, que necessita de uma formação integral que ofereça condições para, além de produção da vida, a efetiva emancipação humana. Palavras-chave: Políticas conservadoras. Reforma do Ensino Médio. Programa Novos Caminhos.

Biografia do Autor

Filomena Lucia Gossler Rodrigues da Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense
Possui graduação em Pedagogia pela Universidade do Oeste de Santa Catarina - Campus de São Miguel do Oeste (1997), mestrado em Educação pela Universidade do Oeste de Santa Catarina - Campus de Joaçaba (2009) e doutorado em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (2014). Atualmente é professora nos cursos de licenciatura e no Programa de Pós-graduação em Educação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense - Campus Camboriú. Atua principalmente nos seguintes temas: Políticas Públicas, Educação Profissional e Formação de professores. Membro e vice-líder do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação, Formação de Professores e Processos Educativos do Instituto Federal Catarinense, membro do Grupo de Pesquisa EMpesquisa - Ensino Médio em Pesquisa e membro do Observatório Internacional de Inclusão, Interculturalidade e Inovação Pedagógica (OIIIIPe). Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Educação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense - Campus Camboriú. Representante docente no Conselho Superior do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense.
Tamiris Possamai, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense
Mestranda em Educação no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense - Campus Camboriú/SC. Bacharela em Direito pelo Centro Universitário para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajaí - Campus Rio do Sul/SC (2017). Servidora do Instituto Federal Catarinense (em afastamento integral para cursar Pós-Graduação Stricto Sensu)  
Tatiane Aparecida Martini, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense - Campus Camboriú
Mestranda em Educação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense - Campus Camboriú, possui Licenciatura em História pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (UNIASSELVI, 2010). Pós-graduação em Gestão Escolar pela Faculdade de Administração, Ciências e Letras (FACEL, 2014). Atualmente é professora de Ensino Fundamental da Prefeitura Municipal de Joinville. Tem experiência na área de Educação atuando como professora de História e Filosofia na Educação Básica.  
Publicado
2020-05-27
Seção
Seção Temática: Políticas conservadoras na Educação Básica