Jornalismo em quadrinhos e construção de memória

sobre Joe Sacco e credibilidade da narrativa sequencial

  • Natália Huf Universidade Federal da Bahia
  • Mauro César Silveira Universidade Federal de Santa Catarina https://orcid.org/

Resumo

Diariamente, o jornalismo contribui com registros da “história imediata”, e atua como um importante lugar de memória (MADUELL, 2015) em nossa sociedade, sendo uma fonte de pesquisa histórica (ROMANCINI, 2005) em suas várias formas. Desde os anos 1990, a linguagem dos quadrinhos vem sendo utilizada por diversos autores devido a suas inúmeras possibilidades para a narrativa jornalística (SOUZA JÚNIOR, 2010). No campo do jornalismo, porém, enfrenta certa resistência, em especial por ser um meio artístico, conhecido como “nona arte”. A partir das reportagens em quadrinhos de Joe Sacco, propomos neste artigo uma discussão sobre subjetividade, objetividade e credibilidade do quadrinho enquanto gênero jornalístico, bem como sobre sua potência na construção de memória coletiva.

Biografia do Autor

Natália Huf, Universidade Federal da Bahia
Jornalista e Mestra em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Integrante do Grupo de Estudos de História do Jornalismo na América Latina (UFSC) e colaboradora do portal Jornalismo & História.
Mauro César Silveira, Universidade Federal de Santa Catarina
Jornalista e Doutor em História Ibero-americana pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), com período sanduíche na Universidade do Porto. Líder do Grupo de Estudos de História do Jornalismo na América Latina (UFSC) e editor do portal Jornalismo & História (Jornalismo & História – Espaço para difusão de trabalhos jornalísticos e históricos (ufsc.br)).
Publicado
2021-06-11
Como Citar
Huf, N., & Silveira, M. C. (2021). Jornalismo em quadrinhos e construção de memória. Pauta Geral - Estudos Em Jornalismo, 8(1), 1-13. Recuperado de https://revistas2.uepg.br/index.php/pauta/article/view/18013