O medo e a maioria silenciosa, uma proposta de estudo da solidão contemporânea no filme Medianeras

Rhuan Felipe Scomação da Silva

Resumo


Este artigo pretende articular as propostas de percepção do homem e
do meio urbano contemporâneo, por Baudrillard, e da modernidade, medo e amor
líquido, por Bauman, em uma relação diádica com o filme Medianeras, do diretor
argentino Gustavo Taretto. Utilizando dos diversos elementos textuais com que as
obras trabalham o ser contemporâneo em sua solidão e em seus medos, o artigo
pautará sua elaboração a partir da correlação em que a narrativa e os textos criam
seus vínculos, apresentando uma leitura possível da película a partir desses teóricos.
Para tanto, é apresentada ao leitor uma perspectiva multilateral dos personagens
e da voz que carrega o enredo do filme, corroborando as teorias com diálogos
representativos e imagens que apresentam a evidente, se não certa, aplicação de
determinados elementos teóricos. Ainda à frente, serão pensadas as relações do filme
em um contexto mais geral fora da obra, trazendo as pontuações da narrativa para
a atmosfera contemporânea ditada como real, tornando assim ainda mais eminente
a muito bem estruturada narrativa da película fílmica.


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