FRAGMENTAÇÃO DA TEMPORALIDADE EM A PAIXÃO SEGUNDO G.H. E EM GRANDE SERTÃO: VEREDAS

  • Anderson Luiz Teixeira Pereira Universidade Federal do Pará
  • Sílvio Augusto de Oliveira Holanda Universidade Federal do Pará

Resumo

Encontram-se, no bojo da literatura moderna, obras as quais zeram da temática da temporalidade o leitmotiv da criação literária. Com base nessa perspectiva, objetiva-se examinar o aspecto da fragmentação temporal na construção de A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector, e de Grande sertão: veredas, de Guimarães Rosa. Por meio da comparação dessas duas obras, poder-se-á apontar como a construção de uma escritura temporalmente fragmentada possibilita o surgimento de uma literatura que coloca em suspensão a noção de realidade e de humanidade e, por meio disso, radicaliza a relação entre forma, tempo e linguagem.

Biografia do Autor

Sílvio Augusto de Oliveira Holanda, Universidade Federal do Pará
Professor associado IV da Universidade Federal do Pará. Possui Pós-Doutorado em Estudos Românicos pela Universidade de Lisboa. 
Publicado
2021-04-01
Seção
Dossiê Centenário de Clarice Lispector: vida, obra e recepção crítica