DUAS LEITURAS DE A MAÇÃ NO ESCURO, DE CLARICE LISPECTOR: DA ABORDAGEM EXISTENCIAL, DE BENEDITO NUNES, AO CHAMADO SELVAGEM, DE EVANDO NASCIMENTO

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar a recepção crítica do romance A maçã no escuro, de Clarice Lispector (1920-1977), configurando-se em duas leituras distintas e particulares da narrativa, desenvolvida pelo crítico e filósofo Benedito Nunes (1995), em O drama da linguagem, e pelo crítico Evando Nascimento (2012), em Clarice Lispector: uma literatura pensante. Assim, abordaremos duas temáticas que se colocam como clave das leituras. Trata-se do dramático da linguagem e da peregrinação mística em Nunes e do chamado e da vocação selvagem em Nascimento. No trabalho interpretativo dos críticos, verificaremos como os autores encaminham as suas leituras, levantando questões e problemas no que tange à conjuntura da obra, em sua realização estética e temática.

Biografia do Autor

Sílvio Augusto de Oliveira Holanda, Universidade Federal do Pará
Possui graduação em Letras (Português/Francês) pela Universidade Federal do Pará (1990), mestrado em Letras/Teoria Literária pela Universidade Federal do Pará (1994), doutorado em Letras (Teoria Literária e Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (2000) e pós-doutorado em Estudos Românicos pela Universidade de Lisboa (2007). Atualmente é professor associado IV da Universidade Federal do Pará, tendo sido coordenador do Programa de Pós-graduação em Letras (2009-2011) da referida instituição. Desde 2001, é membro permanente do corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFPA. Dirigiu a Faculdade de Letras (2015-2017) e (2017-2019) da UFPA. Tem experiência na área de Letras, atuando principalmente nos seguintes temas: Guimarães Rosa, Literatura brasileira, literatura da Amazônia e recepção crítica. (Texto informado pelo autor)
Publicado
2021-04-01
Seção
Dossiê Centenário de Clarice Lispector: vida, obra e recepção crítica