A poética da guerra: a literatura engajada em Le Mur e em O Prisioneiro

  • Nícollas Cayan Teixeira Dutra Universidade Federal de Santa Maria
  • Juliana Prestes de Oliveira Universidade Federal de Santa Maria
  • Anselmo Peres Alós Universidade Federal de Santa Maria

Resumo

Utilizando uma análise bibliográfica e documental em seus aspectos teóricos, históricos e conceituais, através de dados secundários e uma abordagem qualitativa, o trabalho aqui apresentado tem a pretensão de aferir a literatura engajada como uma possível estética em narrativas de guerra. Utilizando a noção de litterature engagé de Jean-Paul Sartre (1948), o artigo verifica, através do método dos estudos comparados, a poética da guerra nas duas seguintes obras: Le mur, de Jean-Paul Sartre (1939), e O prisioneiro, de Erico Verissimo (1967). Partindo do pressuposto de que a escrita engajada seja uma parte central nas duas obras, o objetivo do artigo é analisar a estrutura referente à poética da guerra com base na teoria da função social da literatura, utilizando alguns pressupostos da pós-modernidade elaborados por Fredric Jameson (2015).  

Biografia do Autor

Nícollas Cayan Teixeira Dutra, Universidade Federal de Santa Maria
Bacharel em Relações Internacionais, pela UFPEL-RS, Mestre em Literatura Comparada, pela UNILA-PR, e doutorando em Letras Estudos Literários, pela UFSM-RS.
Juliana Prestes de Oliveira, Universidade Federal de Santa Maria
Licenciada em letras Português-inglês, pela UTFPR e Mestre em Letras Literatura, pelo PPGLetras, UFSM/RS. Atualmente é doutoranda em Letras Literatura, bolsista CAPES/DS, e acadêmica do Curso EaD de Especialização em TICs aplicadas à educação, ambos pela UFSM.
Anselmo Peres Alós, Universidade Federal de Santa Maria
Licenciado em Letras e Doutor em Letras, ambos pela UFGRS-RS. Professor doutor adjunto IV no departamento de Letras Vernáculas da UFSM-RS
Publicado
2020-03-19