https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/issue/feed Revista Internacional de Folkcomunicação 2022-01-07T13:20:11+00:00 Karina Janz Woitowicz (editora) karinajw@gmail.com Open Journal Systems <p>A Revista Internacional de Folkcomunicação (RIF) é um periódico acadêmico da área de Folkcomunicação, com caráter interdisciplinar e publicação semestral. É editada pelo Programa de Mestrado em Jornalismo da UEPG, Rede de Estudos e Pesquisa em Folkcomunicação (Rede Folkcom) e Cátedra UNESCO/UMESP de Comunicação para o Desenvolvimento Regional. O objetivo da revista é difundir a produção científica em Folkcomunicação, valorizando o diálogo entre as contribuições conceituais e as análises de pesquisa empírica. Destina-se a professores, pesquisadores e estudantes interessados no estudo das interfaces entre a comunicação e a cultura.</p> https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19839 Apontamentos folkcomunicacionais sobre os desafios da comunicação em tempos da pandemia do Covid-19 2021-12-23T16:59:54+00:00 Betania Maciel betaniamaciel@gmail.com <p class="western" align="justify"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">O protagonismo de grupos e pessoas que se manifestam através da</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">s expressões</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> populares, em canais alternativos de comunicação pode colaborar com o desafio comunicacional imposto pela pandemia do Covid-19 que se revela não somente no problema de circular informações de caráter científico </span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">de</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> natureza incert</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">a</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> para a população geral, como de </span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">enfrenta</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">r a polarização ocasionada pela disseminação de informações falsas, calcadas no negacionismo científico. A partir desta premissa investigamos, em plano de ensaio, os fundamentos teórico-metodológicos </span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">segundo</span></span></span></span> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">a ótica</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> da comunicação que possam contribuir para a compreensão destes fenômenos e para sua superação em termos objetivos. Dessa forma, o saber popular em confluência com as redes sociais digitais, o papel dos agentes folkcomunicacionais, particularmente o ativista midiático, assim como uma concepção de Folkcomunicação Científica voltada para a “resistência” e a para “insistência”, marcada pelo envolvimento do receptor nos processos comunicacionais, estabelecem os referenciais para futuras pesquisas empíricas que evidenciem as práticas e estratégias comunicativas dos grupos vulneráveis e socialmente marginalizados num contexto pandêmico.</span></span></span></span></span></p> <p class="western" align="justify"><span style="font-size: small;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">O protagonismo de grupos e pessoas que se manifestam através da</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">s expressões</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> populares, em canais alternativos de comunicação pode colaborar com o desafio comunicacional imposto pela pandemia do Covid-19 que se revela não somente no problema de circular informações de caráter científico </span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">de</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> natureza incert</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">a</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> para a população geral, como de </span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">enfrenta</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">r a polarização ocasionada pela disseminação de informações falsas, calcadas no negacionismo científico. A partir desta premissa investigamos, em plano de ensaio, os fundamentos teórico-metodológicos </span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">segundo</span></span></span></span> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">a ótica</span></span></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, sans-serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR"> da comunicação que possam contribuir para a compreensão destes fenômenos e para sua superação em termos objetivos. Dessa forma, o saber popular em confluência com as redes sociais digitais, o papel dos agentes folkcomunicacionais, particularmente o ativista midiático, assim como uma concepção de Folkcomunicação Científica voltada para a “resistência” e a para “insistência”, marcada pelo envolvimento do receptor nos processos comunicacionais, estabelecem os referenciais para futuras pesquisas empíricas que evidenciem as práticas e estratégias comunicativas dos grupos vulneráveis e socialmente marginalizados num contexto pandêmico.</span></span></span></span></span></p> <p class="western" align="justify">&nbsp;</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19718 Arte e cultura na pandemia 2021-12-23T16:59:33+00:00 Verena Carla Pereira vcarlap@gmail.com Michelle Bezerra da Silva m253556@dac.unicamp.br Otávio Osaki Cruz o253572@dac.unicamp.br <p>Este artigo visa discutir de que forma alguns espaços culturais, como por exemplo, o Sesc São Paulo, empreenderam propostas de adaptação para a continuidade do oferecimento de atividades artísticas e culturais durante o período da pandemia. A partir do levantamento de artigos científicos e publicações periódicas atuais que versaram sobre o assunto nos últimos dois anos e possibilitaram o acesso a uma série de informações já sistematizadas, pretende-se discorrer sobre como ocorreu a reestruturação e a reelaboração das lógicas de produção, distribuição e consumo de trabalhos artísticos e culturais a partir de uma migração para o formato <em>online.</em></p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19753 Grafite em tempos da pandemia do Covid-19: uma análise folkcomunicacional a partir da arte urbana 2021-12-23T16:59:09+00:00 Marcelo Sabbatini marcelo.sabbatini@ufpe.br <p>Com o ano de 2020 sendo marcado na História pela pandemia mundial ocasionada pelo novo coronavírus e pela enfermidade Covid-19, todos traços da sociabilidade humana foram impactados, a partir não somente da perspectiva de isolamento social, mas dos efeitos da doença e da morte. Diante desta comoção, nossa proposta é analisar como as diversas temáticas da pandemia foram abordadas a partir do sistema alternativo de comunicação não-hegemônico e popular e especificamente o grafite urbano. Como premissa, consideramos que esta forma de expressão imagética consiste um canal de Folkcomunicação, através do qual as camadas marginalizadas da sociedade ressignificam os fluxos e mensagens comunicacionais “oficiais”. A partir da análise da imagem aplicada a grafites urbanos documentados ao redor do mundo com a temática da pandemia exploramos a capacidade deste tipo de expressão em servir como ferramenta comunicacional em plano individual, coletivo e político, atuando tanto de forma aliada ao discurso hegemônico em relação às ações preventivas, como de maneira contestadora, reivindicando necessidades das classes populares e questionando do ponto de vista político a atuação de líderes nacionais na condução da pandemia.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19545 Ativismo Folkcomunicacional e Práticas de Resistência das Culturas Populares na Pandemia da Covid-19 em Sergipe 2021-12-23T16:58:48+00:00 Flávio Menezes Santana ms.flaviosantana@hotmail.com Denio Santos Azevedo denio_azevedo@yahoo.com.br Arisvaldo Andrade Santos Neto arisvaldo.andrade@souunit.com.br <p>Diante dos desafios provocados pela pandemia da Covid-19 e a consequente migração da forma de consumir práticas culturais para o virtual, as lideranças das diferentes manifestações ganharam ainda mais respaldo na (re)invenção das manifestações culturais e na defesa de direitos individuais e coletivos. Frente a essa realidade, este estudo tem por objetivo analisar as práticas de comunicação e resistência utilizadas pelos ativistas das culturas populares do início do período pandêmico até o desenvolvimento deste estudo. Para isso, respeitou-se os lugares de fala, as vozes dos ativistas midiáticos, a partir da técnica de entrevistas semiestruturadas com mestres e mestras das culturas populares do estado de Sergipe, aliadas a observações participantes. Constatou-se, por fim, a importância da mobilização dos ativistas nas mídias sociais digitais, fator condicionante para a resistência dos grupos de culturas populares e continuação destes saberes e fazeres no período trabalhado.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19673 Modo online ativado: 2021-12-23T16:58:26+00:00 Ariane Barbosa Lemos prof.arianelemos@gmail.com <p>Este artigo apresenta levantamento sobre a realização de eventos audiovisuais realizados na modalidade virtual, devido à pandemia de Covid-19. O recorte refere-se ao contexto brasileiro, mais especificamente a projetos culturais sediados em cidades do estado de Minas Gerais, no ano de 2020. A principal técnica de coleta de dados empregada foi a disponibilização de um formulário virtual, contendo perguntas abertas e fechadas. Participaram do estudo sete dos onze projetos culturais selecionados para a amostra. Os achados podem ser relacionados a três frentes: (1) desafios de adaptar toda a programação idealizada para o formato presencial e ofertada na modalidade virtual; (2) ganhos de acesso remoto de novos públicos; (3) tendência para edições futuras em um formato híbrido.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19793 Batuque para enfrentar a pandemia 2021-12-23T16:58:06+00:00 Marco Aurélio Reis marco.aurelio.reis@educacao.mg.gov.br Rafael Otávio Dias Rezende rafaelodr@yahoo.com.br Sérgio Ricardo Fernandes Rodrigues sergiorrrodrigues@yahoo.com.br <p>Os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, desde o seu surgimento nos anos 1930, passaram por transformações como forma de sobreviver às mudanças da sociedade ao longo do tempo. Com a COVID-19, novos desafios se impuseram, exigindo a reinvenção do ritual carnavalesco e sua forma de comunicação interna e com a sociedade. Tendo o crescimento do espetáculo associado à TV, as agremiações intensificaram a interação com o público no meio virtual, sobretudo com <em>lives</em> no YouTube. A partir dessa percepção, adota-se o estudo de caso (YIN, 2011) e a análise de conteúdo (BARDIN, 2016) para investigar as <em>lives</em> de semifinal e final da disputa de samba da escola Mocidade Independente para 2022. Observam-se esforços pela manutenção das tradições, reforço à identidade, estratégias de sobrevivência, adaptação para a ciberespaço e profissionalização on-line como forma de resistência.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19640 O Silêncio da Sapucaí e o barulho na internet: 2021-12-23T16:57:45+00:00 Valmir Moratelli vmoratelli@gmail.com Mariana Dias mari.dias@gmail.com <p>Diante das adversidades provocadas pela recente experiência da pandemia de Covid-19, a proposta desse artigo é discutir a ausência dos desfiles de escola de samba do Rio de Janeiro a partir da experiência de uma transmissão ocorrida pela internet nos dias de carnaval, em fevereiro de 2021. Ao se analisar um canal do Youtube chamado “Boi com Abóbora”, que utiliza imagens de carnavais antigos para fazer transmissão no tempo presente, o trabalho discute noções de nostalgia e memória. O embaralhamento de narrativas, novos recortes e uma supressão do tempo contemporâneo atravessam esse objeto, que nos fazem pensar sobre a identidade cultural como ligação do coletivo social, ou a criação do senso de pertencimento. Como metodologia, explicamos de forma empírica o objeto, como foi realizada a transmissão e suas características, para se discutir, em seguida, como essa experiência alivia danos do distanciamento social causado pela pandemia. Tal atividade nos leva a apresentar, entre os resultados, uma reflexão sobre os impactos e transformações da cultura, mesmo quando as manifestações populares estavam aparentemente suspensas. Desse modo, conclui-se que as forças culturais, em tempos de crise pandêmica, se mantêm em sua tônica máxima, a de fazerem presentes como forma de elo e pertencimento social.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19584 Diplomacia cultural em festivais internacionais de cinema, durante o ano inédito de 2020. 2021-12-23T16:57:17+00:00 Manuela Fetter Nicoletti manuelafenic@gmail.com João Guilherme Barone Reis e Silva jgbbarone@gmail.com <p>Diante dos inúmeros cancelamentos de eventos culturais ao redor do globo, a dinâmica do circuito dos festivais de cinema e suas representações assumiram novos rumos e diferentes perspectivas. Sobre essas relações simbólicas de poder, o artigo mergulha em um breve registro de dados, sobre a performance e possíveis adaptações sobre a organização de festivais de cinema, durante o ano de 2020, e ao longo da pandemia global, que exponencializou a digitalização de alguns processos estruturantes do cinema internacional circulação. Em última análise, acrescenta noções de diplomacia cultural aos festivais internacionais de cinema. Com o objetivo de transpor conceitos teóricos para a prática contemporânea e verificar, dessa forma, as influências e consequências da virtualização para as subjetividades e significados da diplomacia e de alteridade sobre identidades interconectadas na atual comunidade global.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19734 A pandemia da COVID-19 e o seu impacto na indústria do livro no Brasil 2021-12-23T16:56:54+00:00 Whaner Endo whaner@gmail.com <p>O objetivo deste trabalho é compreender o impacto que a pandemia trouxe para o mercado editorial no Brasil. Por meio de uma metodologia qualitativa, foram levantados dados secundários sobre a produção e as vendas de livros no período; mudanças nas estratégias na gestão das editoras, em especial, as independentes; o crescimento das publicações no formato digital e as alterações nas relações entre livros e leitores. Foram identificados desafios e oportunidades que o ano de 2020 ofereceu aos principais personagens da cadeia de produção editorial, passando pelas editoras, mercado de distribuição, influenciadores e leitores.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19735 Covid-19 e literatura de cordel 2021-12-23T16:56:21+00:00 Bruno Bernardo Galindo Lopes Lopes burego2002@yahoo.com.br Nazarete de Souza Souza nazasdi@yahoo.com.br PEDRO PAULO PROCÓPIO DE OLIVEIRA SANTOS Santos profpedroprocopio@gmail.com <p>O presente artigo analisa, por meio de alguns textos de Literatura de Cordel, disponíveis na internet, em que medida esta literatura incorporou as práticas preventivas contra a Covid-19 em sua temática, uma vez que tem no leque de suas características uma linguagem popular e lúdica e em seus temas insere o objetivo de informar seus leitores. Com este intuito, aqui visualiza-se a Folkcomunicação como instrumento e ponte entre o saber científico e o popular. Emprega-se a metodologia da Análise de Conteúdo, tomando para &nbsp;amostra do estudo apenas quatro cordéis publicados no ano de 2020. A partir deles, investiga-se e comprova-se o objetivo proposto, ou seja, as informações e orientações sobre a Covid-19, preconizadas pela Organização Mundial de Saúde, veiculadas entre versos e estrofes de uma literatura popular.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19554 Sertão Ocre: memórias do presente 2021-12-23T16:54:31+00:00 Leonardo Reis antonioleonardo87@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">Em Sertão Ocre, temas como memórias, vida no interior e simplicidade são abordados e construídos narrativamente. O referido ensaio fotográfico possibilita a imersão em um ambiente que é desvalorizado e renegado por muitos que não conhecem as vivências e a valorização do que se toma como tradição. Em meio a um crescente ambiente virtual, o sertão do interior do Ceará resiste e segue com uma vida rotineira após décadas de modernização e ampliação de mecanismos eletrônicos.&nbsp; A tecnologia deixada de lado leva a uma conexão com a natureza e os sentidos e padrões que estão sendo ameaçados de desaparecerem com a nova geração. O que resta são costumes e tradições enraizadas desde cedo por familiares e que são passadas de geração em geração. Evidenciar as simplicidades e as belezas que o sertão ainda possui é o foco deste ensaio, além de mostrar o quanto a repetição de cores e o tempo estão presentes.</span></p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19912 Cordel - Homenagem a Gilmar de Carvalho 2021-12-23T17:01:09+00:00 Teresinha Vidal Teresinhaassis@hotmail.com 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19804 Gilmar, homem semente 2021-12-23T17:01:37+00:00 Maria de Lourdes Macena de Souza lumacena@ifce.edu.br <p>Este trabalho compartilha aspectos sensíveis do homem, professor, pesquisador Gilmar de Carvalho na partilha de seus estudos e conhecimentos. Busca dar ênfase a teia rizomática de como, de forma simples e includente, ele foi geminando o reconhecimento das culturas populares, dos seus detentores e produtores desses saberes. O artigo traz o olhar de uma artista docente cearense cujas relações com Gilmar foram sempre presentes na luta constante pelos saberes tradicionais, buscando dar visibilidade aos sertões invisíveis e/ou zonas periféricas desses Cearás, por meios comunicacionais e/ou educacionais. No percurso metodológico, utilizei uma pesquisa exploratória em meus laços afetivos com sua obra, numa descritiva de abordagem qualitativa, de como cada uma delas se relacionam a tudo o que sei e faço como artista docente atuante.&nbsp; O resultado trouxe vários encontros dessa profissional mulher, <em>flor de Gilmar,</em> em momentos sensíveis de eterna aprendizagem e gratidão. Estes encontros que ora promovo por meio deste trabalho trouxe-me um Gilmar vivo, presente, atuante, por meio de todo o legado que nos deixou, confirmando mais uma de suas teses: de que é possível permanecermos vivos por meio do que está perpetuado pela escrita. Espero que este possa também sensibilizar a todos e a todas para ver o homem semente Gilmar para além do profissional.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19692 O conceito de Tradição na obra de Gilmar de Carvalho e as perspectivas sobre a poesia de cordel no campo da Comunicação 2022-01-07T13:19:25+00:00 Maria Gislene Carvalho Fonseca mgisacarvalho@gmail.com <p>Este trabalho realiza uma reflexão em torno do conceito de Tradição desenvolvido nas pesquisas de Gilmar de Carvalho. A partir desse referencial, convocamos seu entendimento na abordagem da poesia de cordel como um fenômeno cultural discutido no campo da Comunicação. Para tanto, esse texto traz uma revisão bibliográfica que dialoga com a própria obra do pesquisador e realiza proposições em torno de um aprofundamento teórico sobre o cordel brasileiro. Observamos que, para Carvalho, Tradição é uma fusão de tempos, impossível de ser apreendida em uma leitura linear.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19747 Atualidade em cordel 2021-12-23T17:00:21+00:00 Cristina Schmidt cris_schmidt@uol.com.br Eliane Mergulhão elianemergulhao@gmail.com Sonia Jaconi sonia.jaconi@uol.com.br <p>Observa-se que a cultura popular, há tempos, vem sendo objeto de estudo de vários pesquisadores e atores sociais, principalmente, nesse momento de pandemia, onde a cultura popular é compreendida como criação e sociabilidade, cultura popular e vida. Para Beltrão (1980), a cultura é preexistente, passa por nossa experiência e crítica, e nos leva a construir um mundo melhor, segundo a ordem natural que a vida exige. Por isso, nosso foco será apresentar a importância da literatura de cordel, como instrumento informativo utilizado há muito tempo por várias camadas sociais e que perdura abundantemente na atualidade. Nosso estudo considera a Literatura de Cordel um forte meio de comunicação, em especial no Nordeste Brasileiro, a voz de um segmento popular, e que se configura enquanto processo de folkcomunicação e informação jornalística. O literário, em sua especificidade, de acordo com Marques de Melo (2008), tanto é entretenimento quanto o meio e o suporte de divulgação, conservação, transformação e atualização da cultura do povo. Assim foi que Gilmar de Carvalho desenvolveu seu trabalho por mais de 40 anos como professor, pesquisador e produtor cultural, a quem homenageamos; trazendo essa expressão secular e seus criadores que conservam força e alimentam permanentemente os fluxos informacionais como suporte jornalístico.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19863 Representação das lendas folclóricas pelos meios de comunicação de massa: uma análise sobre a série Cidade Invisível, da Netflix 2021-12-23T16:54:11+00:00 Adriele Silva 3100121001018@uepg.br <p>O presente trabalho tem como objetivo realizar uma análise crítica da série "Cidade Invisível", produzida pela Netflix Brasil em 2021.&nbsp; Por meio de reflexões acerca da&nbsp; hibridização cultural (<span style="font-weight: 400;">CANCLINI, 1997) e das recentes ressignificações atribuídas ao folclore brasileiro, pretende-se refletir sobre a seguinte questão: </span><span style="font-weight: 400;">retratar a mitologia brasileira em obras comerciais promove a valorização da cultura ou reforça estereótipos e distorce as crenças?</span></p> <p><span style="font-weight: 400;"><strong>Palavras-chave:</strong> Folkcomunicação; Folclore; Cidade Invisivel; Netflix.</span></p> <p>&nbsp;</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19915 Sumário 2021-12-23T15:58:23+00:00 Karina Janz Woitowicz karinajw@gmail.com 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19914 Expediente 2021-12-23T15:58:24+00:00 Karina Janz Woitowicz karinajw@gmail.com 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19355 O Digital do Imaterial 2021-12-23T16:55:57+00:00 Urbano Lemos Jr urbano.lemos@hotmail.com Vicente Gosciola vicente.gosciola@gmail.com <p>O artigo mostra as estratégias para a preservação de saberes e fazeres tradicionais. O objeto da pesquisa são projetos documentais transmídia que por meio da digitalização difundem expressões culturais de uma comunidade. O estudo parte da análise de dois projetos surgidos após o Iphan declarar que o Som dos Sinos e o Ofício de Sineiro são considerados Patrimônio Cultural Imaterial. O objetivo é analisar como a digitalização de patrimônios, por meio de projetos documentais transmídia, permite a preservação e a disseminação de bens culturais. Para discutir sobre documentário transmídia utilizam-se os estudos de Jenkins, Renó e Gosciola. À luz da teoria da modernidade tardia o estudo ampara-se em Giddens e Luvizotto para dissertar sobre o caráter de continuidade de tradições que são reincorporadas e reinventadas no ciberespaço.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19441 Contribuições para pensar as relações estabelecidas entre documentaristas e líderes-comunicadores folk 2021-12-23T16:55:34+00:00 Thífani Postali thifanipostali@hotmail.com <p>O trabalho estuda as relações estabelecidas entre documentaristas e líderes comunicadores folk, identificando se as relações representadas são resultantes de uma ética dialógica, à luz da filosofía buberiana e da folkcomunicação. A pesquisa busca refletir sobre as relações entre quem produz documentário e quem é filmado, pelo fato de a mídia brasileira representar, muitas vezes, de maneira generalista as sujeitas e sujeitos periféricos. Como metodologia, o trabalho faz uso de pesquisa bibliográfica e análise fílmica descritiva sobre os documentários brasileiros Fala Tu (2003) e Aqui Favela: o rap representa (2003). A escolha dos filmes se dá pela diferença na abordagem sobre os hip hoppers e pela proximidade na realização da produção. Assim, buscou-se com este trabalho refletir, especificamente, sobre as relações (ética, não ética) possíveis de serem identificadas nas produções de filmes documentários, entretanto, os apontamentos cabem para outras mídias que prometem asserções sobre o mundo histórico.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19440 A folkcomunicação imagética de Sebastião Salgado no retrato de políticas sociais e ambientais 2021-12-23T16:55:13+00:00 Denis Porto Renó denis.reno@unesp.br Lívia Maria de Oliveira Furlan livia.o.furlan@unesp.br <p>O discurso folkcomunicacional é amplamente diversificado. Afinal, ela se estabelece onde e quando os grupos marginalizados têm necessidade de voz. Entretanto, quando se pensa em folkcomunicação, tende-se a projetar tais discursos a manifestações tradicionalmente populares. Por isso, desenvolvemos este artigo, que tem como objetivo posicionar a fotorreportagem como um discurso folkcomunicacional, colocando o fotógrafo como agente folk. Para tanto, analisamos o contrato de leitura de Sebastião Salgado em duas de suas obras - Êxodos e Gênesis -, com um cariz formativo e reflexivo sobre o fotógrafo. Espera-se, com a conclusão deste artigo, que novos olhares sejam lançados aos fotorrepórteres, que ocupam através da imagem a função de tradutor do povo.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19352 A religiosidade marginal-maconhista da Igreja dos Humildes 2021-12-23T16:54:52+00:00 Kevin Willian Kossar Furtado kevin@aol.com.br <p>Em perspectiva teológico-folkcomunicacional, o presente texto examina, a partir da análise da cobertura da mídia, o uso da maconha nas celebrações da Igreja dos Humildes (Maceió, Alagoas) enquanto prática que caracteriza religiosidade marginal, contra-hegemônica e controversa do cristianismo. Além de resgatar usos de substâncias psicoativas em cerimônias de diferentes religiões, a reflexão teológica se concentra nas dimensões de religiosidade, espiritualidade, carisma e sacramento, ao passo que a folkcomunicacional avalia a Igreja dos Humildes enquanto um grupo culturalmente marginalizado cujos líderes de opinião comunicam ideias contrapostas e de contestação à estrutura religiosa cristã hegemônica.</p> 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19913 RIF para folhear 2022-01-07T13:20:11+00:00 Karina Janz Woitowicz karinajw@gmail.com 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c) https://revistas2.uepg.br/index.php/folkcom/article/view/19911 Editorial 2021-12-23T19:23:48+00:00 Karina Janz Woitowicz karinajw@gmail.com 2021-12-23T00:00:00+00:00 Copyright (c)