Batuque para enfrentar a pandemia

resistência e adaptação para a ciberquadra de ensaio nas lives da escola de samba Mocidade Independente (RJ)

Resumo

Os desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro, desde o seu surgimento nos anos 1930, passaram por transformações como forma de sobreviver às mudanças da sociedade ao longo do tempo. Com a COVID-19, novos desafios se impuseram, exigindo a reinvenção do ritual carnavalesco e sua forma de comunicação interna e com a sociedade. Tendo o crescimento do espetáculo associado à TV, as agremiações intensificaram a interação com o público no meio virtual, sobretudo com lives no YouTube. A partir dessa percepção, adota-se o estudo de caso (YIN, 2011) e a análise de conteúdo (BARDIN, 2016) para investigar as lives de semifinal e final da disputa de samba da escola Mocidade Independente para 2022. Observam-se esforços pela manutenção das tradições, reforço à identidade, estratégias de sobrevivência, adaptação para a ciberespaço e profissionalização on-line como forma de resistência.

Biografia do Autor

Marco Aurélio Reis, Unesa-RJ/PPGCOM UFJF

Professor do curso de Jornalismo da Unesa-RJ, instituição onde é pesquisador bolsista do Programa de Pesquisa e Produtividade e coordenador da graduação em Produção Audiovisual (Campus João Uchôa). Vice-líder do grupo de pesquisa “Narrativas Midiáticas e Dialogias”, integra as redes Telejor e Jim (Jornalismo, imaginário e memória) e também a Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar). É autor dos livros “Arquitetura da Informação” e “Narrativas Midiáticas”. Jornalista graduado pela Escola de Comunicação da UFRJ, é mestre e doutor em Ciência da Literatura pela Faculdade de Letras da UFRJ, atuou no mercado jornalístico do Rio de Janeiro e tem como principais focos de pesquisa as estratégias narrativas e as novas funções e competências no jornalismo.

Rafael Rezende, PPGCOM UFJF

Jornalista diplomado, doutorando em Comunicação (PPGCOM/UFJF). Membro do Grupo de Pesquisa/CNPq Narrativas Midiáticas e Dialogias.

Sérgio Rodrigues, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Mestre em Artes pela UFU. Graduado em Artes pela mesma instituição. Pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Pintura e Ensino NUPPE /UFU / Cnpq

Publicado
2021-12-23
Como Citar
REIS, M. A.; DIAS REZENDE, R. O.; FERNANDES RODRIGUES, S. R. Batuque para enfrentar a pandemia. Revista Internacional de Folkcomunicação, v. 19, n. 43, p. 167-188, 23 dez. 2021.