A religiosidade marginal-maconhista da Igreja dos Humildes

considerações teológico-folkcomunicacionais

  • Kevin Willian Kossar Furtado Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Resumo

Em perspectiva teológico-folkcomunicacional, o presente texto examina, a partir da análise da cobertura da mídia, o uso da maconha nas celebrações da Igreja dos Humildes (Maceió, Alagoas) enquanto prática que caracteriza religiosidade marginal, contra-hegemônica e controversa do cristianismo. Além de resgatar usos de substâncias psicoativas em cerimônias de diferentes religiões, a reflexão teológica se concentra nas dimensões de religiosidade, espiritualidade, carisma e sacramento, ao passo que a folkcomunicacional avalia a Igreja dos Humildes enquanto um grupo culturalmente marginalizado cujos líderes de opinião comunicam ideias contrapostas e de contestação à estrutura religiosa cristã hegemônica.

Biografia do Autor

Kevin Willian Kossar Furtado, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Pós-doutorando em Sociologia na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Mestre em Ciências Sociais Aplicadas e bacharel em Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Editor da Caminhos de Diálogo – Revista Brasileira de Diálogo Ecumênico e Inter-religioso.

Publicado
2021-12-23
Como Citar
KOSSAR FURTADO, K. W. A religiosidade marginal-maconhista da Igreja dos Humildes. Revista Internacional de Folkcomunicação, v. 19, n. 43, p. 318-340, 23 dez. 2021.