Emancipação https://revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao <p>O foco principal da revista é socializar o conhecimento científico na área do Serviço Social e nas áreas afins às Ciências Sociais, que possuam diferentes enfoques voltados à discussão da cidadania, direitos e emancipação humano-social. Tal eixo editorial se justifica pelo pressuposto de que o conhecimento e o enfrentamento aos desafios sociais contemporâneos não podem ser fragmentos e nem exclusivos a uma área, mas sim pautados no diálogo entre as várias disciplinas do saber, numa perspectiva interdisciplinar.</p> Universidade Estadual de Ponta Grossa pt-BR Emancipação 1982-7814 <p><strong>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos</strong>:</p> <p>a) Os autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License&nbsp; (<a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR</a>) que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da sua autoria e publicação inicial nesta revista.<br>b) Esta revista proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, uma vez que isso permite uma maior visibilidade e alcance dos artigos e resenhas publicados. 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Os nomes e endereços de e-mail neste site serão usados exclusivamente para os propósitos da revista, não estando disponíveis para outros fins.</p> <p>This journal provides open any other party. <br>Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.</p> <p><a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR">https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/deed.pt_BR</a>.&nbsp;</p> <p><img src="https://i.creativecommons.org/l/by/4.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons"></p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Criminalização da pobreza e política de atendimento às crianças e adolescentes no Brasil: uma reflexão necessária (Criminalization of poverty and child and youth assistance policy in Brazil: a necessary reflection) https://revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/16532 <div class="t pg-1m0 pg-1x8 pg-1hb pg-1y23 pg-1ff8 pg-1fs0 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls0 pg-1ws0"><span class="pg-1ff5 pg-1ws8">Essa produção visa apresentar uma análise dos principais impactos </span>do processo de criminalização da pobreza na vida de crianças e adolescentes brasileiras, inserindo tal processo no contexto de constituição do estado penal e da ideologia neoliberal, buscando desvelar os limites e desafios para a efetivação da política de proteção à infância e adolescência no Brasil. Para tanto, foi realizada análise bibliográfica histórica e contemporânea para fundamentação e aproximação com o objeto de estudo em tela. Soma-se a isso uma análise documental, que buscou identificar, no conjunto de documentos ociais, estatísticas e dados que reetem o problema em questão. A pesquisa apontou um cenário controverso para a efetivação das conquistas advindas da Constituição Federal de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), isto é, para a proteção integral das crianças e adolescentes.</div> Patrícia da Silva Andrade Maria Clara Ezequiel Bezerra Jussara de Melo Ferreira Terçália Suassuna Vaz Lira Copyright (c) 2022 Emancipação 2022-03-08 2022-03-08 22 1 21 10.5212/Emancipacao.v.22.2216532.001 Desenvolvimento profissional pelas aprendizagens experienciais em pesquisa: contribuições da pesquisa-ação colaborativa (Professional development through experiential learning in research: contributions of collaborative action research) https://revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/16895 <p>Neste trabalho analisa-se a contribuição da pesquisa-ação colaborativa para o desenvolvimento profissional de estudantes pesquisadores. Adota-se como centralidade a noção de que a dialogicidade, a reflexão e o desenvolvimento de pesquisas em rizoma têm estreita relação com o desenvolvimento desses pesquisadores. Ademais, tem-se em vista permitir que eles se insiram no universo da pesquisa a partir de um projeto matricial desenvolvido por grupo de colaboradores que revela certa experiência no trato com a pesquisa científica. Neste artigo objetiva-se, pois, analisar as contribuições da produção de estudos realizados a partir da pesquisa-ação colaborativa para desenvolvimento profissional de estudantes pesquisadores. A metodologia tem base qualitativa e foi desenvolvida a partir dos relatórios de iniciação científica - IC e dissertações de mestrado. O estudo evidencia que o envolvimento dos colaboradores na pesquisa-ação colaborativa favorece desenvolvimento de aprendizagens experienciais do tornar-se professor<br>pesquisador. Revela ainda que a pesquisa em rizoma promove reflexões em rede possibilitando produções de autonomia e desenvolvimento profissional.&nbsp;</p> Fabrício Oliveira da Silva Marinalva Lopes Ribeiro Copyright (c) 2022 Emancipação 2022-03-10 2022-03-10 22 1 16 10.5212/Emancipacao.v.22.2216895.002 O papel do afeto parental no desenvolvimento psíquico infantil (The role of parental affection in children´s psychic development) https://revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/16515 <p align="justify"><span style="font-family: Arial, serif;">Estudos sobre o desenvolvimento infantil têm sido percorrido ao longo da história até a contemporaneidade, compreendendo a necessidade de entender e atuar nas diferentes áreas que envolvem à infância e à família. Este trabalho apresenta uma análise sobre as funções do afeto parental no desenvolvimento psíquico infantil, necessidade que surgiu a partir dos atendimentos às famílias da comunidade pelo setor de Psicologia do Núcleo de Estudos e Defesa dos Direitos da Infância e da Juventude (NEDDIJ) da cidade de Guarapuava/PR, onde foi observado conteúdos referentes a temática do abandono afetivo. O artigo tem como metodologia um levantamento bibliográfico e análise de documentos, os quais permitiram compreender que o desenvolvimento da criança se constitui de maneira saudável por meio do contato e da presença do afeto parental, sendo este essencial tanto para a sobrevivência da criança, como também para a construção de sua estrutura psíquica e social.</span></p> Debora Rickli Fiuza Fabiola Bini Belin Luana Lustoza Copyright (c) 2022 Emancipação 2022-03-15 2022-03-15 22 1 15 10.5212/Emancipacao.v.22.2216515.003 Os processos contínuos de desmonte determinados pelos interesses do capital financeiro em tempos de profunda crise –Contrarreforma da Previdência Social (The continuous dismantling processes determined by the interests of finance capital in times of ) https://revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/15043 <div class="t pg-1m0 pg-1x5 pg-1hb pg-1y13 pg-1ff9 pg-1fs0 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls0 pg-1ws0"><span class="pg-1ff6">O objetivo deste artigo é discutir a Contrarreforma da Previdência&nbsp;</span>Social, PEC 6/2019, aprovada por meio da EC 103/2019. Contrarreforma esta,&nbsp;que retira os direitos da classe trabalhadora, por meio de mudanças no atual&nbsp;modelo da Previdência Social. A questão a ser problematizada é: O problema&nbsp;da Previdência Social é a conquista da longevidade pelos brasileiros? Terão&nbsp;eles que ser penalizados? Trata-se de um estudo de aporte bibliográfico, documental, e de abordagem qualitativa. Os resultados apontam que as regras</div> <div class="t pg-1m0 pg-1x5 pg-1hb pg-1y1a pg-1ff6 pg-1fs0 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls0 pg-1ws0">instituídas nesse processo, dividem as opiniões da população brasileira,&nbsp;entretanto, fato é que, o povo brasileiro está envelhecendo, assim revela a&nbsp;pesquisa realizada em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –&nbsp;IBGE, que aponta para uma população com mais idosos do que jovens em 2060.</div> <div class="t pg-1m0 pg-1x5 pg-1hb pg-1y1e pg-1ff6 pg-1fs0 pg-1fc0 pg-1sc0 pg-1ls0 pg-1ws0">No entanto, penalizar e atribuir os grandes problemas da nação brasileira aos&nbsp;idosos, nada mais é do que, mais uma vez, retirar da população idosa, que muito&nbsp;trabalhou para construir esse Brasil, o direito à aposentadoria, e o respeito da conquista de sua longevidade.</div> Jozadake Petry Fausto Copyright (c) 2022 Emancipação 2022-03-15 2022-03-15 22 1 26 10.5212/Emancipacao.v.22.2215043.004 Regressão de direitos e (des)financiamento dos serviços socioassistenciais: um estudo a partir de municípios de pequeno porte I no Paraná ( Regression of rights and (dis)financing of social assistance services: a study from small municipalities I ...) https://revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/16927 <p>O presente estudo tem como tema o financiamento da proteção social básica da assistência social, frente ao contexto de ajuste fiscal, no Brasil em 2015, no final do governo Dilma, e na fase inicial do governo de Michel Temer. A partir do tema proposto, delimitou-se como objetivo estudar o (des)financiamento dos serviços socioassistenciais da proteção básica da política de assistência social nos municípios da Mesorregião Geográfica Noroeste Paranaense. Estabeleceu-se como metodologia a pesquisa qualitativa com base em estudo bibliográfico, com o fim de subsidiar a análise dos dados, coletados a partir de bases disponibilizadas pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e pelo site SUAS/WEB - parcelas pagas, nos anos 2017 e 2018. Entre os resultados alcançados está a identificação de atrasos no repasse orçamentário para o financiamento dos serviços socioassistenciais, evidenciado pela descontinuidade no pagamento de parcelas, configurando (des)financiamento desses serviços, expressão da regressão de direitos no período estudado.&nbsp;</p> Claudiana Tavares da Silva Sgorlon Emmily Cristina Brito de Souza Marília Gonçalves Dal Bello Copyright (c) 2022 Emancipação 2022-03-18 2022-03-18 22 1 17 10.5212/Emancipacao.v.22.2216927.005 O superencarceramento feminino em relação ao tráfico de drogas no Brasil (Women mass encarceration on drug trafficking in Brazil) https://revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/15458 <p align="justify"><span style="font-family: Helvetica Neue, serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial, serif;"><span lang="pt-BR">A investigação em tela pretende demonstrar que a população carcerária brasileira vem aumentando substancialmente durante os últimos anos, especialmente em relação as mulheres, por serem as mais atingidas pela Lei 11.343/06, a nova Lei de Drogas. Assim, busca-se elencar os principais motivos que as levam a adentrar no tráfico de drogas, bem como analisar seu perfil sociodemográfico e entender de que forma atuam nesse comércio ilegal. Além disso, será exposta uma breve análise crítica acerca da Lei de Drogas, notadamente em virtude da seletividade penal imbricada em suas disposições. Por fim, investiga-se também as condições das unidades prisionais em relação a sua infraestrutura e nota-se que ela é inapropriada para o corpo feminino, pois ele possui diversas especificidades amparadas por tratados internacionais de direitos humanos e princípios constitucionais. Para atingir o objetivo almejado, a metodologia de pesquisa fundamenta-se na revisão de tipo bibliográfica e documental de caráter qualitativo, desenvolvida mediante o levantamento de livros, artigos científicos e documentos que versam acerca do tema, bem como através da análise de tratados internacionais de direitos humanos e da Constituição da República de 1988.</span></span></span></span></p> Karine Cordazzo Adrielly Ramos Lopes Copyright (c) 2022 Emancipação 2022-04-11 2022-04-11 22 1 15 10.5212/Emancipacao.v.22.2215458.006 Capitalismo e criminalização das práticas populares: a questão do aborto (Capitalism and criminalization of popular practices: the question of abortion) https://revistas2.uepg.br/index.php/emancipacao/article/view/17487 <p>A pesquisa ora desenvolvida diz respeito à criminalização das práticas populares de mulheres, desencadeadas por volta do século XVI, período em que se deu a ascensão do modo de produção capitalista com suas respectivas transformações no mundo ocidental, envolvendo o conjunto da vida social. A partir dessa abordagem histórica, buscou-se refletir o legado de tal processo na sociedade contemporânea. O ponto de partida são as relações sociais modificadas a partir da modernidade, cujo sistema político e religioso condenou algumas práticas que antes eram comuns à época, afetando especialmente as mulheres, que, no transcorrer do tempo, perderam seus espaços na vida pública e foram condenadas à vida privada. Tais alterações visaram garantir as condições necessárias ao desenvolvimento do capitalismo. A maternidade, a infância e a família ocuparam uma posição central para a efetivação dessas mudanças. No Brasil contemporâneo, o resultado dessa perda histórica da autonomia da mulher pode ser visualizado nas quinhentas mil interrupções de gravidez clandestinas que se realizam anualmente. Desse total, cerca de metade das mulheres recorrem ao Sistema Único de Saúde em virtude de complicações relacionadas ao aborto. Concorre para tornar este quadro ainda mais grave dados do Ministério da Saúde, os quais informam que aproximadamente quatro mulheres morrem por dia em razão dessa prática.&nbsp;</p> Larissa Landim de Carvalho Veralúcia Pinheiro Copyright (c) 2022 Emancipação 2022-05-06 2022-05-06 22 1 16 10.5212/Emancipacao.v.22.2217487.007