The A disciplina de “Arte e estética nas Relações Internacionais”: Movimentos teórico-práticos extracotidianos (The discipline of “Art and aesthetics in International Relations”: Extraquotidian theoretical-practical movements)

Palavras-chave: Arte, Estética, Relações Internacionais

Resumo

Este artigo visa descrever o trajeto de construção da disciplina “Arte e Estética nas Relações Internacionais”, seus objetivos e como ocorreu a interação em sala de aula. Para tanto, iniciamos com uma discussão teóricasobre o papel da arte e da estética no ensino das Relações Interacionais e, em seguida, apresentamos a estruturação e o desenvolvimento do minicurso “Arte e Relações Internacionais”, que serviu de estímulo para o surgimento da disciplina. Por fim, abordaremos como se deu a disciplina, bem como a percepção dos estudantes sobre ela, para isso foi aplicado o modelo “aberto” de entrevista. Além disso, o presente texto está baseado na metodologia de pesquisa-ação – em particular na observação participante –, cuja investigação é instrumentalizada para compreender, desenvolver e aprimorar a prática; nesse caso, almeja-se aprimorar práticas pedagógicas alternativas no ensino das Relações Internacionais, fortalecendo a lógica de construção da paz por meio das artes.

Biografia do Autor

Luan do Nascimento Silva, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
Doutorando no Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IRI/PUC-Rio), mestre e bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Colaborador do Projeto Universidade em Ação (PUA).
Paulo Roberto Loyolla Kuhlmann, Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)
Doutor e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Professor da graduação e da pós-graduação em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). . E-mail: prlkuhlmann@gmail.com.

Referências

BLEIKER, R. Aesthetic and World Politics. Houndmills, Basingstoke, Hampshire: Palgrave Macmillan, 2009.

BOAL, A. Teatro do Oprimido e Outras Poéticas Políticas. 6ª Ed. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 1991.

BOAL, A. Games for actors and non-actors. 2ª Ed. Londres: Routledge/Taylor & Francis Group, 2005.

BOAL, A. Estética do Oprimido. Rio de Janeiro: Garamond, 2009.

BOON, R.; PLASTOW, J. Theatre and empowerment: Community drama on the world stage. Cambridge University Press, 2004.

BOOTH, K. Theory of World Security. New York: Cambridge University Press, 2007.

BRASIL. [Constituição (1998)]. Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Brasília: Senado Federal, 2016.

BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 20 dez. 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm. Acesso em: 29 de março de 2020.

DRI, C.; PAGLIARI, G.; LEITE, I.; ARANTI, P. Experiências alternativas de ensino em Relações Internacionais: experiências de simulações e contato com atores sociais locais desenvolvidas com graduandos da Universidade Federal de Santa Catarina. Meridiano 47 – Journal of Global Studies, Vol. 18, p. 01-17, 2017.

FISCHER, E. A necessidade da arte. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1983.

FREIRE, P. A Pedagogia do oprimido. 17ª Ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. 25ª Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

KVAM, H. Theater for Development – A Tanzanian Road Towards Citizenship and Cultural Renewal. Journal of Urban Culture Research, vol. 05, p. 44-52, 2012.

LEDERACH, J. P. Preparing for Peace: Conflict Transformation across Cultures. Syracuse/New York: Syracuse University Press, 1995.

LEDERACH, J. P. The Moral Imagination: The Art and Soul of Building Peace. New York: Oxford University Press, 2005.

PREBISCH, R. O desenvolvimento econômico da América Latina e alguns de seus problemas principais. In: BIELSCHOWSKY, R. (Org.). Cinquenta anos de pensamento na CEPAL. Vol. 1. Rio de Janeiro: Record/CEPAL, 2000, p. 69-136.

RAMEL, F. Teaching International Relations through Arts: Some Lessons Learned. International Studies Perspectives, Vol. 19, Nº 04, p. 360-374, 2018.

RANCIÈRE, J. Da partilha do sensível e das relações que estabelece entre política e estética. In: RANCIÈRE, J. A partilha do sensível: Estética e política. São Paulo: EXO experimental org., 2005, p. 15-26.

RANCIÈRE, J. A Estética como Política. Devires (Belo Horizonte), Vol. 7, Nº 2, p. 14-36, jul./dez. 2010.

RICHMOND, O. Emancipatory forms of human security and liberal peacebuilding. International Journal, Vol. 62, Nº 3, p. 458-477, Summer/2007.

SCHIRCH, L. The Little Book of Strategic Peacebuilding: A vision and framework for peace with justice. New York: Good Books, 2004.

SHANK, M.; SCHIRCH, L. Strategic Arts-Based Peacebuilding. Peace & Change, Vol. 33, Nº 2, p. 217-242, 2008.

SHILLIAM, R. The perilous but unavoidable terrain of the non-West. In: SHILLIAM, Robbie (ed.). International Relations non-Western Thought. Routledge, New York, 2011.

SMITH, S. Positivism and Beyond. In SMITH, S.; BOOTH, K.; ZALEWSKI, M. (Eds.). International theory: Positivism and Beyond. Cambridge: Cambridge University Press, 1996, p. 11-46.

SMITH, S. The discipline of international relations: still an American social science? British Journal of Politics and International Relations, vol. 2, n.3, p. 374-402, 2000.

SMITH, S. The United States and the discipline of International Relations: hegemonic country, hegemonic discipline. International Studies Review, vol. 4, n. 2, p. 67-85, 2002.

SOUSA, R. P. O Teatro do Oprimido como instrumento de resgate da subjetividade do espectador: deslocamentos de uma Poética em trânsito. Dissertação (Mestrado em Letras – Estudos Literários) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2016.

STEELE, B. J. Recognising, and Realising, the Promise of The Aesthetic Turn. Millennium: Journal of International Studies, Vol. 45, Nº 02, p. 206-213, 2016.

TRIPP, D. Pesquisa-ação: Uma introdução metodológica. Educação e pesquisa, vol. 31, Nº 03, p. 443-466, 2005.

VENTURA, D.; DRI, C. O papel do teatro na formação em Relações Internacionais: experiências no campo dos Direitos Humanos. Carta Internacional, Vol. 09, Nº 02, p. 137-155, jul./dez. 2014.

WALLERSTEIN, I. The inter-state structure of the modern world-system. In: SMITH, S.; BOOTH, K.; ZALEWSKI, M. (eds.). International Theory: positivism and beyond. Cambridge University Press, 1996, p. 87-107.

Publicado
2021-06-09
Como Citar
Silva, L. do N., & Kuhlmann, P. R. L. (2021). The A disciplina de “Arte e estética nas Relações Internacionais”: Movimentos teórico-práticos extracotidianos (The discipline of “Art and aesthetics in International Relations”: Extraquotidian theoretical-practical movements). Emancipação, 21, 1-16. https://doi.org/10.5212/10.5212/Emancipacao.v.21.2115059.016
Seção
Artigos