AÇÃO DA VIBRAÇÃO DE CORPO INTEIRO NA MORFOLOGIA DO MÚSCULO TIBIAL ANTERIOR DE RATAS WISTAR OOFORECTOMIZADAS

  • Carolina De Toni Boaro Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Matheus Felipe Zazula Universidade Federal do Paraná
  • Diego Francis Saraiva Rodriguez Universidade Estadual do Oeste de Paraná
  • João Lucas Theodoro Universidade Estadual do Oeste de Paraná
  • Ana Luiza Peretti Instituto de Desenvolvimento Educacional do Alto Uruguai – Getúlio Vargas – Rio Grande do Sul – Brasil
  • Christian Bergmann Kirsch Universidade Estadual do Oeste de Paraná
  • Gladson Ricardo Flor Bertolini Universidade Estadual do Oeste de Paraná
  • Rose Meire Costa Universidade Estadual do Oeste de Paraná
  • Lucinéia de Fátima Chasko Ribeiro Universidade Estadual do Oeste de Paraná

Resumo

O estrogênio é essencial para manutenção da massa e da força muscular, e a sua diminuição na menopausa leva à sarcopenia. Dentre as modalidades terapêuticas, a vibração de corpo inteiro (VCI) se destaca como um tratamento que promove melhora em diversos parâmetros fisiológicos, mas seus efeitos teciduais ainda são poucos compreendidos. Diante disso, este estudo analisou a ação da VCI na morfologia do músculo tibial anterior de ratas ooforectomizadas. Para tanto, 32 ratas Wistar foram separadas em grupos: ooforectomia (GO) e pseudo-ooforectomia (GP). Posteriormente, o GO e GP foram subdivididos em mais dois grupos: tratados (GOT e GPT) ou não (GO e GP) com VCI. A plataforma vibratória foi utilizada como fonte de VCI em três sessões semanais alternadas, por 10 minutos diários durante oito semanas, com uma frequência de 60 Hz e amplitude de 2 mm. Após o período experimental, o músculo tibial anterior foi coletado e submetido ao preparo histológico. Analisando a área de secção transversa, diâmetros maior e menor da fibra muscular e porcentagem de tecido conjuntivo, não foram verificadas diferenças estatísticas. Entretanto, na razão de núcleo por fibra (N/F) e na quantidade de núcleos totais, foram verificadas diferenças significativas entre GP e GO (p<0,005). Morfologicamente, considerando a porcentagem de núcleos centrais, verificou-se redução da porcentagem nos animais tratados em relação aos sedentários. A partir disso, infere-se que o tempo para indução dos efeitos da privação hormonal foi insuficiente para causar a sarcopenia do músculo nos grupos ooforectomia, e o protocolo de exercício com VCI restaurou os padrões de núcleos centrais, indicando que acelera o processo de reparo muscular. Palavras-chave: Menopausa, Exercício físico, Sarcopenia, Plataforma vibratória, Músculo esquelético.
Publicado
2021-05-17