Polissemia E Multiculturalismo Em Fronteiras
Polysemy And Multiculturalism In Frontiers
Polisemia Y Multiculturalismo En Fronteras

Jose Carlos dos Santos

Resumo


O artigo discute a polissemia por detrás da palavra fronteira. O foco é a tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina e aponta o multiculturalismo como uma forma possível de ampliar a compreensão historicamente determinada pelo pensamento geográfico e diplomático. Foz do Iguaçu é este espaço geográfico entre fronteiras que fornece elementos multiculturais para a percepção desta demanda. O multiculturalismo que caracteriza este espaço entre os três países, favorece indagações sobre: uma fronteira une ou separa? A discussão avança no sentido de propô-la como não linear, para além da concepção de frontier para abraçar a ideia de borderland, que vem sendo tratada pelos estudos pós-coloniais como espaço in-between, ou seja, como um lugar praticado de “lá” e “de cá”. Contudo, não se ignora que os gigantes demarcadores persistem em intervir e mantê-la porque que há ainda o espaço para a guerra, para a disputa e conservação.
Palavras chave: Polissemia. Micro história. Fronteiras.

Abstract: The article discusses the polysemy behind the word frontier. The focus is the triple border between Brazil, Paraguay and Argentina and points to multiculturalism as a possible way to broaden the understanding historically determined by geographic and diplomatic thinking. Foz do Iguaçu is a geographical area between borders that provides multicultural elements for the perception of this demand. The multiculturalism that characterizes this space between the three countries, favors questions about: does a boundary unite or separate? The discussion advances in the sense of proposing it as non-linear, beyond the conception of frontier to embrace the idea of borderland, which has been treated by post-colonial studies as an in-between space, that is, as a practiced place of " There "and" from here ". However, it is not ignored that the giant demarcators persist in intervening and maintaining it because there is still room for war, for dispute and conservation.
Keywords: Polysemy. Micro history. Borders.

Resumen: El artículo discute la polisemia detrás de la palabra frontera. El enfoque es la triple frontera entre Brasil, Paraguay y Argentina y apunta al multiculturalismo como una posible forma de ampliar el entendimiento históricamente determinado por el pensamiento geográfico y diplomático. Foz do Iguaçu es un área geográfica entre fronteras que proporciona elementos multiculturales para la percepción de esta demanda. El multiculturalismo que caracteriza a este espacio entre los tres países, favorece cuestiones sobre: ¿una frontera se une o separa? La discusión avanza en el sentido de proponerla como no lineal, más allá de la concepción de frontera para abarcar la idea de frontera, que ha sido tratada por los estudios postcoloniales como un espacio intermedio, es decir, como una práctica Lugar de "Allí" y "de aquí". Sin embargo, no se ignora que los demarcadores gigantes persisten en intervenir y mantenerlo porque todavía hay espacio para la guerra, para la disputa y la conservación.
Palabras clave: Polisemia. Micro historia. Fronteras.


Palavras-chave


Polissemia. Micro história. Fronteiras

Texto completo:

PDF

Referências


ALBARET-SCHULZ, Carlos et al. La frontière, un object spatial en mutation, 2004. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2009.

BHABHA, Homi. The location of culture. Londres; Nova Iorque: Routledge, 1994.

BURKE, Peter. Uma história social do conhecimento I e II. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2012.

CANCLINI, Néstor García. Culturas híbridas - estratégias para entrar e sair da modernidade. São Paulo: EDUSP, 1997, p. 283-350.

CERTEAU, Michel de. A escrita da história. São Paulo: Forense Universitária, 2002.

FRIEDMAN, Susan. O «falar da fronteira», o hibridismo e a performatividade: teoria da cultura e identidade nos espaços intersticiais da diferença. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 61, p. 5-28, 2001.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. São Paulo: Zahar Editores, 1978.

GLISSANT, Édouard. O mesmo e o diverso, 1981. Disponível em: . Acesso em: 23 abr. 2009.

GRUZINSKI, Serge. O pensamento mestiço. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

HANNERZ, Ulf. Fluxos, fronteiras, híbridos: palavras-chave da antropologia transnacional. Revista Maná, v. 3, n. 1, p. 7-39, 1997.

MARTINS, Rui Cunha. O paradoxo da demarcação emancipatória: a fronteira da época da sua reprodutibilidade icónica. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 59, p. 37-63, 2001.

ORLANDI, Eni Puccinelli. Análise do discurso: princípios e procedimentos. Campinas: Pontes, 2000.

PRATT, Mary Louise. Imperial eyes: travel writing and transculturation. Londres; Nova Iorque: Routledge, 1992.

RIBEIRO, António Sousa. A retórica dos limites. Notas sobre o conceito de fronteira. In: SANTOS, Boaventura de Sousa (org.). Globalização: fatalidade ou utopia? Porto: Afrontamento, 2001, p. 463-488.

SAINT-HILAIRE, Auguste. Viagem pela comarca de Curitiba. Curitiba: Farol do Saber, 1995, p. 106-107.

SHIELDS, Rob. Boundary-thinking in theories of the present: the virtuality of reflexive modernization. Revista European Journal of Social Theory, v. 9, n. 2, p. 223-237, 2006.

SIMMEL, Georg. Sociologia. São Paulo: Ática, 1983.

WALTER, Roand. Transferências interculturais: notas sobre trans-cultura, multi-cultura e diásporas, 2006. Disponível em: . Acesso em: 26 maio, 2011.




DOI: http://dx.doi.org/10.5935/2177-6644.20170005

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Indexadores e Bases de Dados
                                   

Traduzir para Chinês Traduzir para Italiano Traduzir para Alemão Traduzir para Japonês Traduzir para Russo
 



UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE | Setor de Ciências Humanas Letras e Artes | Programa de Pós-graduação Stricto Sensu | Mestrado em História | Campus de Irati – PR | PR 153 – Km 07 – Riozinho | CEP: 84.500-000 – Irati - PR | Telefones: 42 3421-3129 e 3421-3130