‘Faço de conta que eu não existo e você faz de conta que não me vê’: Geografias lésbicas na ditadura militar em Florianópolis – SC, Brasil.

Maria Helena Lenzi, Joseli Maria Silva

Resumo


O objetivo deste artigo é compreender como os espaços de sociabilidade eram constituídos por mulheres lésbicas durante a ditadura militar em Florianópolis – SC. As mulheres lésbicas constituíam o conjunto de pessoas LGBT que, na época do regime militar, foi considerado subversivo. A vivência feminina das sexualidades dissidentes da heteronormatividade foi investigada nesta pesquisa por meio de entrevistas em profundidade com quatro mulheres que vivenciaram a ditadura durante sua juventude. A sistematização do discurso foi realizada por meio de análise de conteúdo, como proposto por Bardin, 1977 e Silva e Silva, 2016. A estrutura semântica do discurso das mulheres que colaboraram com a pesquisa traz identidades em fluxos temporais e espaciais, bem como a simultaneidade da visibilidade/invisibilidade espacial como forma de viver em tempos de ditadura. 


Palavras-chave


Espaço; ditadura militar; lésbicas; LGBT

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DOI: http://dx.doi.org/10.5212/Rlagg.v.9.i2.0005

 

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