Bibliotecas, livros e jardins: os espaços e os objetos de saberes científicos nos relatos de viagem sobre as regiões do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia - 1815 e 1820

Daniela Casoni Moscato

Resumo


O artigo analisa as concepções de Maximilian de Wied-Neuwied, Carl Friedrich Philipp von Martius e Johann Baptist Spix sobre os espaços e objetos de saberes no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Salvador entre 1815 e 1820. Por objetos e locais de saberes, entende-se que são veículos de circulaçãodos conhecimentos existentes no universo científico. Primeiramente, destaca-se o campo próprio da ciência moderna europeia e sua proliferação pelos espaços formais de conhecimento e pelas viagens filosóficas setecentistas e oitocentistas. Compreende-se como tais concepções sobre o mundo natural aparecem nos livros de viajantes que tiveram contanto com a ciência portuguesa na Metrópole e na Colônia. Num segundo momento, analisa-se esses elementos como recursos literários obrigatórios na literatura científica de viagem e símbolos de constatação do saberes sobre o mundo natural. Nesse sentido, tais temas são essenciaisem uma cultura científica pautada em particulares experiências, mas dependente de ciclos de acumulação e redes de sociabilidades. Essas práticas são percebidas quando os estrangeiros elaboram testemunhos de determinadas regiões brasileiras.


Palavras-chave


História das Ciências;História da Leitura

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