De Ibicaba a Superagui: aproximações entre a imigração dedicada à grande lavoura e a colonização havida no Paraná

Caiubi Martins Dysarz

Resumo


O presente artigo pretende acompanhar as vicissitudes do empreendimento colonial de Superagui, iniciado pelo Cônsul Geral da Suíça no Brasil, Carlos Perret Gentil, no ano de 1851. Perret Gentil era empresário na cidade do Rio de Janeiro e, por diversos contatos com cafeicultores paulistas, decidiu por lançar-se à exploração agrícola na região do Superagui, próximo a Paranaguá, declarando como modelo ideal as colônias de parceria iniciadas na grande lavoura de São Paulo. Por mais que o empresário colonizador tivesse por desiderato tais experiências, a colonização levada a cabo no litoral do Paraná afastou-se em grande medida daquelas iniciativas. A investigação do empreendimento e dos agentes históricos que permearam a colonização de Superagui permite-nos delinear aproximações entre a colonização europeia havida no Brasil Meridional e aquela dedicada à substituição de escravos na lavoura do café. Mesmo consideradas muitas vezes antitéticas, ambas as iniciativas de introdução de colonos europeus possuíram muitas ligações e partilharam de um destino comum: a modificação de arranjos de trabalho entre proprietários de terra e trabalhadores foreiros ou assalariados.

Palavras-chave: Colonização no Paraná; Sistema de parceria; Colônia de Superagui; Carlos Perret Gentil;


Palavras-chave


História do Paraná; Imigração no Paraná; Colonização;

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