ANÁLISE DA CULTURA VOLTADA À INOVAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Thiago Favarini Beltrame, Alberto Schmidt

Resumo


Este trabalho possui como objetivo principal realizar uma análise da cultura voltada à inovação gerencial em organizações. A população analisada foi constituída das organizações ganhadoras de premiações do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) na cidade de Santa Maria (RS) e que possuem um sistema de gestão baseados nos critérios de excelência. O trabalho consta de uma pesquisa exploratória realizada por meio da aplicação de um questionário constituído de questões abertas e fechadas. O questionário foi baseado no baseado no Caderno de Avaliações da Fundação Nacional da Qualidade, no SAGRI (Sistema de Avaliação da Gestão e Resultados da Inovação) do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade e no Questionário do PINTEC (Pesquisa de Inovação Tecnológica), Governo Federal. A pesquisa demonstrou que a maioria das organizações pesquisadas identifica a importância da inovação no ambiente organizacional; porém, muitas vezes há a falta de recursos para investimentos. Percebeu - se que a liderança incentiva, na maioria das vezes, o desenvolvimento de ideias criativas e proporciona um ambiente propicio a ele. O custo foi identificado como principal problema no momento de inovar e percebe-se que ainda há poucos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de produto ou serviço, devido principalmente a demora de retorno. Por fim, foi constatado que a maioria das organizações reconhece o desenvolvimento de talentos e ideias empreendedoras.


Texto completo:

PDF

Referências


ABDI. Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. Disponível em: < http://www.abdi.com.br/paginas/default.aspx>. Acessado em 15 de set. de 2017.

ADESM – Agência de desenvolvimento de Santa Maria. Disponível em: http://adesm.org.br/. Acessado em 20 de outubro de 2017.

AGUIAR, Sílvio. Introdução das ferramentas da qualidade ao PDCA e ao programa Seis Sigma. Nova Lima: INDG, 2002.

ARMANDO, Miguel. Inovação no setor de serviços: Uma área esquecida no Brasil, até quando? Disponível em: http://blog.udf.edu.br/?p=1295 . Acesso em jun. de 2017.

BENTIVEGNA, F.J. Fatores de impacto no sucesso do Marketing boca a boca.. Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 42 , n. 1, p. 79-87. 2002.

BIGNETTI, L. P. O processo de inovação em empresas intensivas em conhecimento. RAC – Revista de administração contemporânea. Vol. 6, nº 3. Curitiba. 2002.

CAFFERKY, Michael. Venda de boca a boca: deixe seus clientes fazerem a propaganda. São Paulo: Nobel, 1999.

CARPINETTI, L.C.R.; MIGUEL, P.A.C.; GEROLAMO, M.C. Gestão da qualidade ISO 9001:2008: princípios e requisitos. 2ed. São Paulo: Atlas, 2009.

CAVAGNOLI, I. Por que as empresas devem inovar? Gestão e Inovação. Disponível em: Acessado em 06 de outubro de 2017.

CINDRO, D. G.; KORUN, M. Influence of a Quality System Complying With the Requirements of ISO/IEC 17025 Standard on the Management of a Gamma-ray Spectrometry Laboratory. Accred Qual Assur. p. 609–612. 2006.

CONDEFERAÇÃO NACIONAL DA INDUSTRIA. Disponível em http://www.cni.org.br/portal/data/pages/FF808081379A7BEB0137BDBC309064FD.htm. Acessado em 16 de set. de 2017.

CORAL, E.; OGLIARI, A.; ABREU, A. F. de. e demais colaboradores. Gestão integrada da Inovação: Estratégia, Organização e desenvolvimento de produtos. São Paulo: Atlas, 2009.

de OLIVEIRA, A. R . P.; SEIDL, P. R.; LONGO, W. P. Inovação e produção: análise conceitual e empírica do caso de pavimentação com asfalto. ENGEVISTA, V. 14, n. 1. p. 42-57. 2012.

dE SÁ, M. R.; JAENISCH, G. P.; FAVARINI, T.; SCHMIDT, A. Gestão da inovação e suas práticas: um estudo de caso em uma empresa metalomecânica. Anais do 2º Fórum Internacional Ecoinovar. Santa Maria. 2013.

DRUCKER, P. Innovation and Entrepreneurship. New York: Harper & Row, 1985.

FUNDAÇÃO NACIONAL DA QUALIDADE – FNQ. Critérios de Excelência: avaliação e diagnóstico da gestão organizacional. Ed. 2010. São Paulo: FNQ, 2010.

GEM. Global Entrepreneurship Monitor. Empreendedorismo no Brasil 2010 – Relatório Executivo. Curitiba: Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade [IBQP], 2011.

HENRIQUES, Z. S.; NETO, M. S.; CAMARGO, S. H. R. V.; GIULIANI, A. C.; FARAH, O. E. Estratégias de inovação das empresas metalúrgicas no setor sucroalcooleiro de Piracicaba. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 5, n. 2, p. 92-111.2008.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa de inovação tecnológica. Rio de Janeiro, 2008.

JUDICE, V. M. M.; BAÊTA, A. M. C. Modelo empresarial, gestão de inovação e investimentos de venture capital em empresas de biotecnologia no Brasil. RAC, v. 9, n. 1. 2005.

LINS, B. F.E. Ferramentas básicas da qualidade. Ci. Inf., Brasília, 153-161. 1993.

MADRIS‐GUIJARRO, A.; GARCIA, D.; AUKEN, H. V. Barriers to Innovation among Spanish Manufacturing SMEs. Journal of Small Business Management. 2009.

MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento Estratégico. Porto Alegre: Bookman, 2000.

MUSSI, F., SPULDARO, J. Barreiras à inovação e a contribuição da perspectiva institucional: um estudo de múltiplos casos. Revista de Administração e Inovação, 5 (1), 36-52. São Paulo. 2008.

PEREIRA, J.A.; MACHADO, V.S. A mulher empreendedora como parte da disseminação da educação empreendedora: um estudo nos colégios particulares da cidade de Jandaia do Sul-PR. Caderno de Administração, Maringá, v. 21, n. 1. 2013.

PEREIRA, R. da S.; FRANCO, I. D.; de ALMEIDA, L. C. B.; dos SANTOS, I. C. O ensino da “inovação” na administração, ciências contábeis, turismo e tecnologia em gestão: um estudo exploratório em instituições de ensino superior brasileiro. Revista de Administração e Inovação. São Paulo, v. 9, n. 4, p. 221 – 244. 2012.

PROGRAMA GAÚCHO DE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE. SAGRI – Sistema de Avaliação da Gestão e Resultados da Inovação. Porto Alegre, PGQP, 2012.

QUEIROZ, O. R. de. O impacto do crescimento de gastos em P&D na taxa de crescimento dos lucros das empresas de acordo com o modelo OJ: um estudo no mercado de capitais brasileiro. Teses e dissertações. Fucap, 2009.

RUAS, R; ANTONELLO, C. S.; BOFF, L. H. Aprendizagem organizacional e competências. Porto Alegre: Bookman, 2005.

SCHERER, F.; CARLOMAGNO, M.S. Gestão da inovação na prática. São Paulo: Atlas, 2009.

SCHUMPETER, J. A. Teoria do desenvolvimento econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

SEBRAE. Guia para a Inovação na Micro e Pequena Empresa: Dicas práticas para inovar na MPE. Sebrae: Curitiba. 2010.

SILVEIRA, J. D. C.; OLIVEIRA, M. A. Inovação e Desempenho Organizacional: Um estudo com empresas brasileiras inovadoras. Sociedade, Contabilidade e Gestão, Rio de Janeiro, v. 8, n. 2. 2013.

SIQUEIRA, J. Ferramentas de criatividade: Brainstorming. Rio de Janeiro, 2013. Disponível em: . Acessado em dezembro de 2017.

STRATEGOS. Business innovation survey. São Paulo: Strategos/Revista Exame, 2009.

TIDD, J.; BESSANT, J.;PAVITT, K. Gestão da Inovação. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2008.

UBEDA, Cristina Lourenço. A influência das competências individuais na gestão da inovação: uma análise com o uso da triangulação de métodos. Tese de Doutorado, Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. São Carlos, 2009.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


O CONTEÚDO DOS ARTIGOS É DE RESPONSABILIDADE EXCLUSIVA DOS AUTORES.