RAN, UM REI LEAR JAPONÊS

Autores

  • Antonio João Teixeira Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG

DOI:

https://doi.org/10.5212/publ.humanas.v12i2.506

Palavras-chave:

teatro shakespeareano, cinema, cultura japonesa

Resumo

Este artigo apresenta a hipótese de que o filme Ran, de Akira Kurosawa, afirma-se como obra genuinamente japonesa ao reler o original inglês, lançando mão de aspectos característicos da cultura japonesa, tais como o teatro Nô e a pintura sumi-e, evocada na fotografia com teleobjetiva. Além disso, o filme está solidamente apoiado na história japonesa, num episódio calcado em King Lear, o que levou o autor a trabalhar o texto shakespeareano. O final niilista, que não vê saída para o caos, afirma características ligadas à cultura japonesa.

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