SECOS E MOLHADOS: A TRANSGRESSÃO DO CORPO PERFORMÁTICO (1971-1974)

Júlia Eléguida, Everton de Oliveira Moraes

Resumo


O trabalho surge do desejo de desvelar a banda Secos e Molhados, bem como sua performance andrógina, provocativa e dançarina que se apresentou diante de uma cultura conservadora e hetenormativa. Tenta-se assim reconstruir como se gestou a criação deste corpo exótico, cuja máscara possibilitou a construção de um personagem híbrido, de rosto alvo e olhar negro provocativo, com dorso nu e saias flutuantes, adornada de plumas, colares e purpurina, capaz de transgredir a censura. A partir de vestígios, influências da Tropicália, o Expressionismo e a Androgenia, propôs resistir aos dispositivos que buscam regular o sensível.


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