Entrada de residências urbanas em Ponta Grossa (1915 – 1925): mudanças na apropriação de espaços públicos e privados

Juliana Pegoraro Kus

Resumo


A partir do início do século XX a cidade de Ponta Grossa foi palco de um desenvolvimento comercial considerável. Neste contexto, as autoridades municipais ansiavam medidas de urbanização e higienização principalmente para a área central da cidade, seguindo tendências de modernização que estavam em voga no início da era republicana do Brasil. Com a ampliação das possibilidades de fontes proporcionada pela Nova História Cultural, o estudo sobre história das cidades ganhou diversas abordagens. Somado a isto, a análise dos conceitos de “público” e “privado” possibilita ao historiador uma imensa gama de interpretações, como a mudança na apropriação do espaço imediatamente em frente à casa que se torna relevante para entendermos como essa transformação reflete características que hoje consideramos habituais, como a construção de casas com recuo de alguns metros em relação à rua. Nas plantas arquitetônicas aprovadas pela Prefeitura Municipal de Ponta Grossa a partir do ano de 1915, disponíveis para pesquisa na Casa da Memória Paraná, percebe-se a alteração da entrada principal das residências, antes construída diretamente na rua. Dialogando com o Código de Posturas municipais e atas da Câmara de Vereadores, o principal intuito deste projeto é analisar como as plantas arquitetônicas podem elucidar fatores que levaram à mudança na entrada da maioria das plantas residenciais, considerando o processo de urbanização de Ponta Grossa, a adequação ao “modelo de cidade moderna” e elementos relativos à normatização do espaço central urbano.


Palavras-chave


Urbanização; Normatização; Planta Arquitetônica; Ponta Grossa

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