SIMBOLOGIA DE RUPTURA ANITA MALFATTI E PINA BAUSCH, ARTISTAS E A CRÍTICA

Márcia Martins, Anita Koneski

Resumo


Resumo: O objetivo do presente artigo é abordar dois momentos, dois eventos críticos relativos à apresentação de obras de arte que interrompem uma sequência de um determinado contexto artístico, trazendo renovação. Focalizando duas escolas diferentes – artes plásticas e dança–, e com o objetivo de discutir, a partir dessa pesquisa, a repercussão da crítica na vida das artistas Anita Malfatti e Pina Bausch, foi usado o viés da representação simbólica para, dessa forma, colocar luz e reverenciar artistas que vivenciaram e reagiram de forma diferenciada quando submetidos aos juízos e julgamentos próprios da crítica cultural de seu tempo. Anita, nascida no Brasil, em São Paulo, precursora reconhecida da Arte Moderna, e Pina Bausch, nascida na Alemanha, em Solingen, estudiosa da dança-teatro (tanztheater), coreógrafa que trabalhou da Dança Moderna à Dança Contemporânea. Ambas, inspiradas no expressionismo, ousam trazer novidades a espaços marcados por determinado momento histórico artístico e cultural e, submetidas à crítica, reagem de formas diferentes. Não são contemporâneas uma da outra, porém ligam-se por representar o desafio de colocar suas obras, aceitas esteticamente ou não, no mundo. Suas poéticas individuais expressam sentimentos, distorções não impressionistas, fruto de suas vivências, de qualidades historiográficas diferenciadas. Apesar da leitura estética e crítica de seus trabalhos ser feita em determinado tempo, elas tornaram-se marcos, pontos de partida para o novo, e podemos então dizer “a partir de Anita e a partir de Pina”.


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